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Votação no Conselho da Faculdade e a Segunda Reunião sobre o Prouni, nossa presença é essencial

Ontem, em tese, também seria a segunda reunião sobre a questão da condição dos bolsistas do Prouni na PUC (para mais informações clique no link), a ser realizada  ao meio-dia no anexo da Reitoria. Resumindo rapidamente os fatos, algumas mudanças efetuadas neste ano resultaram em um tratamento diferenciado dos bolsistas – proibição de troca de turno, indeferimento de monitorias, DP’s sendo jogadas para o quarto ano – , o que produziu toda uma articulação para sanar o problema. A primeira reunião, realizada na semana passada – que eu consegui marcar por ser conselheiro do Cecom, o conselho de relações comunitárias da PUC – resultou numa declaração da PUC que reconhece, de forma um tanto truncada e mal-explicada, as consequências negativas dessas mudanças, mas pela maneira como foi escrita, deixa uma série de dúvidas no ar sobre as implicações práticas do documento (que segue em anexo). De todo modo, é fundamental que vocês façam esse documento circular, sobretudo para seus amigos prounistas, pois ainda que falho, é algo que pode ser utilizado na medida em que se trata de um documento oficial da PUC sobre a situação.
abraços e vamos que vamos 

Hugo Albuquerque

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ENTENDA O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO CURSO DE PSICOLOGIA

Ao início das aulas, os alunos da turma VE3 da Psicologia foram surpreendidos com a notícia de que 8 das suas 12 disciplinas haviam sido canceladas sem aviso prévio e sem remanejamento dos mesmos em outras turmas. Ao procurar a coordenação do curso, os alunos foram informados que, na noite de sexta-feira (11/02/2011), anterior ao início das aulas, a direção havia recebido um email em nome do reitor, às 20hs, cancelando 15 disciplinas da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde (FaCHS) por motivos financeiros e alegando incompatibilidade com o que prevê o ato 02/2011.

 

Procuramos a coordenação do curso e a SAE para maiores esclarecimentos sobre o ocorrido e aparentemente não havia motivo suficiente para tal decisão, já que a turma estava devidamente matriculada nos conformes do Plano Pedagógico elaborado pelos professores do curso e aprovado pelo Conselho Universitário (CONSUN) em 2009. Frente a isso, foram feitas 2 reuniões entre os estudantes e o reitor, ocorridas na 6ª (18/02/2011) e na 2ª feira (21/02/2011), nas quais o mesmo se comprometeu a solucionar o problema até o final dos respectivos dias, o que não ocorreu.

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Apresentação

Apresentação

A comissão de comunicação nasceu enquanto estávamos na Reitoria reivindicando uma série de demandas estudantis, em especial a redução das mensalidades. Entendemos que essa ocupação foi um meio para alcançar determinados fins, e por não termos ainda os alcançado, afinal nossa perspectiva é uma estrutura de poder e concepção de ensino realizada pela própria comunidade, nosso movimento continua. A saída da ocupação não acabou com esses propósitos e nem com a nossa comissão. Ao contrário, transformou-a num novo organismo que sob o prisma do movimento estudantil expõe o que ocorre na PUC-SP.

Tendo a consciência que nosso movimento não é monolítico, abrimos espaço para as distintas posições e propostas que emergem de seu seio. Da mesma forma refletimos essa diversidade, pois somos vinte e cinco estudantes dos cursos de Direito, Relações Internacionais, Jornalismo, Geografia, C. Sociais, entre outros. Ademais, nossa comissão é horizontal e aberta à participação de todos interessados. Assim, também destacamos que o blog e as demais redes sociais têm um caráter interativo que para além de informar, estimulam o engajamento por meio de enquetes, fóruns e comentários que indicam críticas e sugerem rumos ao movimento. Deste modo, convidamos todos a participar das atividades e de todas as comissões para transformar a universidade. A PUC é nossa!!!

Participe você também, entre em contato com ocupapuc@gmail.com

Reunião para a construção da calourada unificada

Gostariamos de convocar a todos os estudantes da PUC-SP para uma reunião sobre a construção da calourada unificada de 2011, no dia 2/12, 18hrs no CAPsico.

É de grande importância a participação de todos os estudantes para mantermos a mobilização surgidas neste ano para conseguirmos massificalas no próximo período

Boletim 23/11‏

Finalmente aconteceu a reunião que os estudantes tanto reivindicavam para negociar demandas urgentes da comunidade universitária a respeito principalmente do acesso e permanência na universidade. Compareceram à reunião representantes dos 11 cursos que se envolveram na ocupação da reitoria, o reitor Dirceu de Mello e apenas um dos secretários executivos da Fundação São Paulo, o padre João Júlio Farias.

Já de início houve um tensionamento, quando os representantes da administração da universidade mostraram-se contrários à presença da Apropuc na reunião, que foi chamada para mediar a conversa. O constrangimento não foi à toa, argumentos usados pela Fundação ao longo da reunião, que foi acompanhada pela Apropuc, mostravam clara intenção de criar fricção entre os setores estudantil e de professores, ao colocar que a redução das mensalidades seria complicada por conta de reajustes que estão sendo encaminhados a respeito de direitos trabalhistas dos docentes. É claro, no entanto, que os setores combativos da universidade estão unidos.
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Boletim


Histórico

Desde o início do ano, os estudantes da PUC-SP vêm organizando uma campanha pela redução das mensalidades, tendo em vista as dificuldades de acesso e permanência dentro da universidade. Atualmente, a mensalidade média da PUC-SP Eu mudaria para pontifícia porque tá bem repetitivo) é uma das mais altas do país, e há anos tem sido reajustado acima da inflação. Hoje existem, na PUC-SP, cursos que chegam ao valor de até três salários mínimos.

Na última década, acompanhamos a mudança de perfil de uma instituição filantrópica para uma instituição privada e mercantil, com a maximização do contrato de professores, demissão de funcionários e sucessivos reajustes nos preços das mensalidades.

O Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), percebendo a situação, organizou, a partir de reuniões no começo do ano uma campanha para que se baixasse o preço das mensalidades, considerada cara e excludente. O movimento começou com assembleias puxadas pelos Centros Acadêmicos para que o problema fosse discutido com cada curso. Também foram realizados atos, festas temáticas, questionários e debates.

Convocamos também uma Audiência Pública entre a comunidade universitária e o Conselho Superior de Administração (Consad), realizada no dia 14 de setembro no TUCA. Colocamos a demanda pela redução da mensalidade. Não obtivemos resposta. Diante da insatisfação com o posicionamento – ou a ausência dele – por parte da Fundação São Paulo e da Reitoria na Audiência, puxamos um abaixo-assinado que durante apenas uma semana e meia alcançou 2200 assinaturas para ser entregue aos membros do Consad, no intuito de reforçar as nossas reivindicações e exigir uma resposta concreta frente às necessidades da comunidade universitária.

E agora?

Depois de postergar por duas semanas, o Consad realizado no dia 18 de novembro pela manhã discutiu a reivindicação pela redução da mensalidade, explicitada no abaixo-assinado protocolado um mês antes. O reitor Dirceu de Mello, enquanto colocava seu posicionamento a respeito, reduziu o problema a um pedido da graduação em Serviço Social, que paralelamente ao movimento dos estudantes pedia pela gratuidade do curso. Encerrada a fala, ele e os outros dois conselheiros – secretários executivos da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP – se colocaram favoráveis à diminuição da mensalidade apenas ao Serviço Social.

Questionamos então o que seria feito aos outros cursos da Universidade. Por sua vez, o Reitor se

negou a colocar uma posição e, ao ser perguntado sobre o possível aumento das mensalidades em 2011, disseram que o assunto estava encerrado. Quando começamos a nos manifestar insatisfeitos por ter ele ignorado nosso documento, suspendeu a reunião.

Entendemos que, com essa postura, o Consad desconsidera as movimentações que os estudantes organizaram ao longo de um ano inteiro; por este motivo, logo após a reunião, realizamos assembléia geral e os cerca de 300 estudantes presentes decidiram ocupar a reitoria. A avaliação é de que ao longo de 2010 esgotaram-se as vias de diálogos que foram propostas para que as dificuldades, necessidades e demandas estudantis fossem apresentadas e encaminhadas na perspectiva de uma melhoria na qualidade de nossas aulas, bem como no acesso e permanência dos estudantes na PUC-SP.

Momentos após a ocupação, o reitor Dirceu de Mello conversou conosco dentro da reitoria, enfatizando que nenhum estudante seria punido e que não chamaria a polícia. Diante do pedido que esse comprometimento fosse documentado por escrito, porém, respondeu que suas palavras bastavam.

Estamos organizados em uma série de comissões: comunicação, mobilização, limpeza, garantia de manutenção do patrimônio, cultura, entre outras, que estão abertas para qualquer estudante que queira participar. Rotineiramente fazemos assembleias que sempre balizarão coletiva e democraticamente todas as nossas decisões. Temos total interesse em estabelecer diálogo com a administração da universidade, para conversarmos e negociarmos as nossas reivindicações. Foi feita uma assembleia no período da noite do dia 18 com cerca de 600 estudantes na qual foram reiteradas as nossas reivindicações além da declaração de apoio feita por uma série de universidades e entidades estudantis, entre as quais o movimento de greve da Unifesp, o DCE da Unesp, entre outros.

Após a assembleia uma comissão formada por estudantes de vários cursos se reuniu com o reitor Dirceu de Mello, mostrando sua disposição em negociar as reivindicações com a reitoria e a Fundação São Paulo. Durante a reunião os estudantes apresentaram suas pautas para o reitor que marcou para a manhã do dia 19 uma reunião com os Secretários-Executivos da Fundação São Paulo, onde as negociações continuaram acontecendo.

O nosso movimento de ocupação de reitoria explicita uma luta não só por redução de mensalidade e medidas que viabilizem o acesso e a permanência dos estudantes na universidade, mas uma defesa de um projeto político de educação que vise uma formação inclusiva, emancipatória e de qualidade para todas e todos.

Reivindicamos:

*Redução imediata das mensalidades;

*Abertura do edital de bolsas, cedidas pela Universidade

*Flexibilização da negociação das dívidas dos inadimplentes;

*Rematrícula dos inadimplentes;

*Redução do preço do restaurante universitário;

*Criação de um centro de educação infantil, para estudantes e trabalhadoras deixarem seus filhos;

*Auditoria da dívida da PUC feita pela comunidade;

*Nenhuma punição aos estudantes mobilizados;

*Fim da Secretaria de Administração Escolar (SAE), em pró das secretarias específicas das

faculdades;

*Incorporação dos funcionários terceirizados ao quadro de funcionários da Universidade;

*Fim do Conselho Administrativo em pró de um Conselho Universitário participativo a professores,

funcionários e estudantes

*Fim do contrato maximizado dos professores

Agenda

– Assembleia geral às 11h e 20h
– Aula pública sobre o histórico do movimento estudantil, antigo militante da universidade nos anos 70, as 19h.
– Atividade sobre a consciência negra, com hip hop, roda de viola e muito mais…
– Sarau poético (proposta ainda)
– Atividades Semana da Arte Modesta (10h – Vídeos sobre o movimento estudantil da PUC-SP – CA 22 de Agosto; 20h – Projeção dos curtas-metragens “Cerol” e “Antes que o amor se vá” do Coletivo Cinefusão – Museu da Cultura; 22h – SoundSystem – CACS + Moda de Viola – Prainha)

A reitoria mais uma vez demonstrou que nada mais interessa a eles além do nosso dinheiro, e cabe a nós mostrar que essa universidade é nossa, e não vamos nos calar diante de tamanho desrespeito aos nossos direitos! A única forma que nos resta é a luta! Não fique calado, junte-se a nós!

Histórico

 

Desde o início do ano, os estudantes da PUC-SP vêm organizando uma campanha pela redução das mensalidades, tendo em vista as dificuldades de acesso e permanência dentro da universidade. Atualmente, a mensalidade média da PUC-SP ( Eu mudaria para pontifícia porque tá bem repetitivo) é uma das mais altas do país, e há anos tem sido reajustado acima da inflação. Hoje existem, na PUC-SP, cursos que chegam ao valor de até três salários mínimos.

Na última década, acompanhamos a mudança de perfil de uma instituição filantrópica para uma instituição privada e mercantil, com a maximização (o que é maximização?) do contrato de professores, demissão de funcionários e sucessivos reajustes nos preços das mensalidades.

O Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), percebendo a situação, organizou, a partir de reuniões no começo do ano uma campanha para que se baixasse o preço das mensalidades, considerada cara e excludente. O movimento começou com assembleias puxadas pelos Centros Acadêmicos para que o problema fosse discutido com cada curso. Também foram realizados atos, festas temáticas, questionários e debates.

Convocamos também uma Audiência Pública entre a comunidade universitária e o Conselho Superior de Administração (Consad), realizada no dia 14 de setembro no TUCA. Colocamos a demanda pela redução da mensalidade. Não obtivemos resposta. Diante da insatisfação com o posicionamento – ou a ausência dele – por parte da Fundação São Paulo e da Reitoria na Audiência, puxamos um abaixo-assinado que durante apenas uma semana e meia alcançou 2200 assinaturas para ser entregue aos membros do Consad, no intuito de reforçar as nossas reivindicações e exigir uma resposta concreta frente às necessidades da comunidade universitária.

 

E agora?

 

Depois de postergar por duas semanas, o Consad realizado no dia 18 de novembro pela manhã discutiu a reivindicação pela redução da mensalidade, explicitada no abaixo-assinado protocolado um mês antes. O reitor Dirceu de Mello, enquanto colocava seu posicionamento a respeito, reduziu o problema a um pedido da graduação em Serviço Social, que paralelamente ao movimento dos estudantes pedia pela gratuidade do curso. Encerrada a fala, ele e os outros dois conselheiros – secretários executivos da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP – se colocaram favoráveis à diminuição da mensalidade apenas ao Serviço Social.

Questionamos então o que seria feito aos outros cursos da Universidade. Por sua vez, o Reitor se

negou a colocar uma posição e, ao ser perguntado sobre o possível aumento das mensalidades em 2011, disseram que o assunto estava encerrado. Quando começamos a nos manifestar insatisfeitos por ter ele ignorado nosso documento, suspendeu a reunião.

Entendemos que, com essa postura, o Consad desconsidera as movimentações que os estudantes organizaram ao longo de um ano inteiro; por este motivo, logo após a reunião, realizamos assembléia geral e os cerca de 300 estudantes presentes decidiram ocupar a reitoria. A avaliação é de que ao longo de 2010 esgotaram-se as vias de diálogos que foram propostas para que as dificuldades, necessidades e demandas estudantis fossem apresentadas e encaminhadas na perspectiva de uma melhoria na qualidade de nossas aulas, bem como no acesso e permanência dos estudantes na PUC-SP.

Momentos após a ocupação, o reitor Dirceu de Mello conversou conosco dentro da reitoria, enfatizando que nenhum estudante seria punido e que não chamaria a polícia. Diante do pedido que esse comprometimento fosse documentado por escrito, porém, respondeu que suas palavras bastavam.

Estamos organizados em uma série de comissões: comunicação, mobilização, limpeza, garantia de manutenção do patrimônio, cultura, entre outras, que estão abertas para qualquer estudante que queira participar. Rotineiramente fazemos assembleias que sempre balizarão coletiva e democraticamente todas as nossas decisões. Temos total interesse em estabelecer diálogo com a administração da universidade, para conversarmos e negociarmos as nossas reivindicações. Foi feita uma assembleia no período da noite do dia 18 com cerca de 600 estudantes na qual foram reiteradas as nossas reivindicações além da declaração de apoio feita por uma série de universidades e entidades estudantis, entre as quais o movimento de greve da Unifesp, o DCE da Unesp, entre outros.

Após a assembleia uma comissão formada por estudantes de vários cursos se reuniu com o reitor Dirceu de Mello, mostrando sua disposição em negociar as reivindicações com a reitoria e a Fundação São Paulo. Durante a reunião os estudantes apresentaram suas pautas para o reitor que marcou para a manhã do dia 19 uma reunião com os Secretários-Executivos da Fundação São Paulo, onde as negociações continuaram acontecendo.

O nosso movimento de ocupação de reitoria explicita uma luta não só por redução de mensalidade e medidas que viabilizem o acesso e a permanência dos estudantes na universidade, mas uma defesa de um projeto político de educação que vise uma formação inclusiva, emancipatória e de qualidade para todas e todos.

 

Reivindicamos:

 

*Redução imediata das mensalidades;

*Abertura do edital de bolsas, cedidas pela Universidade

*Flexibilização da negociação das dívidas dos inadimplentes;

*Rematrícula dos inadimplentes;

*Redução do preço do restaurante universitário;

*Criação de um centro de educação infantil, para estudantes e trabalhadoras deixarem seus filhos;

*Auditoria da dívida da PUC feita pela comunidade;

*Nenhuma punição aos estudantes mobilizados;

*Fim da Secretaria de Administração Escolar (SAE), em pró das secretarias específicas das

faculdades;

*Incorporação dos funcionários terceirizados ao quadro de funcionários da Universidade;

*Fim do Conselho Administrativo em pró de um Conselho Universitário participativo a professores,

funcionários e estudantes

*Fim do contrato maximizado dos professores

 

Agenda

 

– Assembleia geral às 11h e 20h
– Aula pública sobre o histórico do movimento estudantil com professor Aldo Furtado, antigo militante da universidade nos anos 70, as 19h.
– Atividade sobre a consciência negra, com hip hop, roda de viola e muito mais…
– Sarau poético (proposta ainda)
– Atividades Semana da Arte Modesta (10h – Vídeos sobre o movimento estudantil da PUC-SP – CA 22 de Agosto; 20h – Projeção dos curtas-metragens “Cerol” e “Antes que o amor se vá” do Coletivo Cinefusão – Museu da Cultura; 22h – SoundSystem – CACS + Moda de Viola – Prainha)

 

 

A reitoria mais uma vez demonstrou que nada mais interessa a eles além do nosso dinheiro, e cabe a nós mostrar que essa universidade é nossa, e não vamos nos calar diante de tamanho desrespeito aos nossos direitos! A única forma que nos resta é a luta! Não fique calado, junte-se a nós!

Carta aberta sobre a Ocupação da (Rei)toria

Nós, estudantes da PUC-SP, decidimos em Assembléia Geral ocupar a reitoria. O motivo: esgotamento dos meios de diálogo com as instâncias administrativas da universidade.

Desde o começo do ano, pedimos a redução das mensalidades, tendo em vista a permanência estudantil. Atualmente, o custo dos cursos da PUC-SP é um dos mais altos no país, e há anos tem sido reajustado acima da inflação do período. Hoje existem, na PUC-SP, cursos que chegam ao valor de até três salários mínimos.

Na última década, acompanhamos a mudança de perfil de uma instituição filantrópica para uma instituição privada e mercantil, com a maximização do contrato de professores, demissão de funcionários e sucessivos reajustes nos preços das mensalidades.

O Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), percebendo a situação, pautou, a partir de reuniões no começo do ano, uma campanha para que se baixasse o preço das mensalidades, considerada cara e excludente. O movimento começou com assembléias puxadas pelos Centros Acadêmicos para que o problema fosse discutido com cada curso, acompanhadas de atos manifestando a insatisfação do corpo discente.

Em uma Audiência Pública entre a comunidade universitária e o Conselho Administrativo (Consad) no dia 14 de setembro, colocamos a demanda pela redução da mensalidade. Não obtivemos resposta. Para reforçar o movimento, puxamos um abaixo-assinado que alcançou 2200 assinaturas para ser entregue à reitoria e para que o assunto entrasse em pauta em alguma reunião do Consad.

A reunião aconteceu hoje. O Reitor, enquanto colocava seu posicionamento a respeito, reduziu o problema a um pedido da graduação em Serviço Social, que paralelamente ao movimento dos estudantes pedia pela gratuidade do curso. Encerrada a fala, ele e os outros dois conselheiros (secretários representando a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP) se colocaram favoráveis à diminuição da mensalidade apenas ao Serviço Social.

Questionamos então o que seria feito aos outros cursos da Universidade. Por sua vez, o Reitor se negou a colocar uma posição e, quando começamos a nos manifestar insatisfeitos por ter ele ignorado nosso documento, suspendeu a reunião. Para o reitor, cada curso deveria negociar a redução das mensalidades individualmente com o Consad.

Entendemos que, com essa postura, o Consad desconsidera as movimentações que os estudantes organizaram ao longo de um ano inteiro; por este motivo, logo após a reunião, realizamos assembléia geral e os cerca de 300 estudantes presentes decidiram ocupar a reitoria.

Momentos após a ocupação, o reitor Dirceu de Mello conversou conosco dentro da reitoria, e enfatizou que nenhum estudante seria punido e que não chamaria a polícia.

Para que a Universidade seja da comunidade e filantrópica, nós, estudantes, reivindicamos:

*Redução imediata das mensalidades

*Abertura do edital de bolsas, cedidas pela Universidade

*Flexibilização da negociação das dívidas dos inadimplentes;

*Rematrícula dos inadimplentes;

*Redução do preço do restaurante universitário;

*Criação de um centro de educação infantil, para estudantes e trabalhadoras deixarem seus filhos;

*Auditoria da dívida da PUC feita pela comunidade;

*Nenhuma punição aos estudantes mobilizados;

*Fim da Secretaria de Administração Escolar (SAE), em pró das secretarias específicas das faculdades;

*Incorporação dos funcionários terceirizados ao quadro de funcionários da Universidade;

*Fim do Conselho Administrativo em pró de um Conselho Universitário participativo a professores, funcionários e estudantes

*Fim do contrato maximizado dos professores;

Comissão de Comunicação

18 de novembro de 2010

ocupapuc.wordpress.com

Abaixo, segue o contato de algumas pessoas da comissão de comunicação:

Carol: 98655052

Gabi: 95969718

Ca: 91433503

Fi: 7993-3666