Boletim


Histórico

Desde o início do ano, os estudantes da PUC-SP vêm organizando uma campanha pela redução das mensalidades, tendo em vista as dificuldades de acesso e permanência dentro da universidade. Atualmente, a mensalidade média da PUC-SP Eu mudaria para pontifícia porque tá bem repetitivo) é uma das mais altas do país, e há anos tem sido reajustado acima da inflação. Hoje existem, na PUC-SP, cursos que chegam ao valor de até três salários mínimos.

Na última década, acompanhamos a mudança de perfil de uma instituição filantrópica para uma instituição privada e mercantil, com a maximização do contrato de professores, demissão de funcionários e sucessivos reajustes nos preços das mensalidades.

O Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), percebendo a situação, organizou, a partir de reuniões no começo do ano uma campanha para que se baixasse o preço das mensalidades, considerada cara e excludente. O movimento começou com assembleias puxadas pelos Centros Acadêmicos para que o problema fosse discutido com cada curso. Também foram realizados atos, festas temáticas, questionários e debates.

Convocamos também uma Audiência Pública entre a comunidade universitária e o Conselho Superior de Administração (Consad), realizada no dia 14 de setembro no TUCA. Colocamos a demanda pela redução da mensalidade. Não obtivemos resposta. Diante da insatisfação com o posicionamento – ou a ausência dele – por parte da Fundação São Paulo e da Reitoria na Audiência, puxamos um abaixo-assinado que durante apenas uma semana e meia alcançou 2200 assinaturas para ser entregue aos membros do Consad, no intuito de reforçar as nossas reivindicações e exigir uma resposta concreta frente às necessidades da comunidade universitária.

E agora?

Depois de postergar por duas semanas, o Consad realizado no dia 18 de novembro pela manhã discutiu a reivindicação pela redução da mensalidade, explicitada no abaixo-assinado protocolado um mês antes. O reitor Dirceu de Mello, enquanto colocava seu posicionamento a respeito, reduziu o problema a um pedido da graduação em Serviço Social, que paralelamente ao movimento dos estudantes pedia pela gratuidade do curso. Encerrada a fala, ele e os outros dois conselheiros – secretários executivos da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP – se colocaram favoráveis à diminuição da mensalidade apenas ao Serviço Social.

Questionamos então o que seria feito aos outros cursos da Universidade. Por sua vez, o Reitor se

negou a colocar uma posição e, ao ser perguntado sobre o possível aumento das mensalidades em 2011, disseram que o assunto estava encerrado. Quando começamos a nos manifestar insatisfeitos por ter ele ignorado nosso documento, suspendeu a reunião.

Entendemos que, com essa postura, o Consad desconsidera as movimentações que os estudantes organizaram ao longo de um ano inteiro; por este motivo, logo após a reunião, realizamos assembléia geral e os cerca de 300 estudantes presentes decidiram ocupar a reitoria. A avaliação é de que ao longo de 2010 esgotaram-se as vias de diálogos que foram propostas para que as dificuldades, necessidades e demandas estudantis fossem apresentadas e encaminhadas na perspectiva de uma melhoria na qualidade de nossas aulas, bem como no acesso e permanência dos estudantes na PUC-SP.

Momentos após a ocupação, o reitor Dirceu de Mello conversou conosco dentro da reitoria, enfatizando que nenhum estudante seria punido e que não chamaria a polícia. Diante do pedido que esse comprometimento fosse documentado por escrito, porém, respondeu que suas palavras bastavam.

Estamos organizados em uma série de comissões: comunicação, mobilização, limpeza, garantia de manutenção do patrimônio, cultura, entre outras, que estão abertas para qualquer estudante que queira participar. Rotineiramente fazemos assembleias que sempre balizarão coletiva e democraticamente todas as nossas decisões. Temos total interesse em estabelecer diálogo com a administração da universidade, para conversarmos e negociarmos as nossas reivindicações. Foi feita uma assembleia no período da noite do dia 18 com cerca de 600 estudantes na qual foram reiteradas as nossas reivindicações além da declaração de apoio feita por uma série de universidades e entidades estudantis, entre as quais o movimento de greve da Unifesp, o DCE da Unesp, entre outros.

Após a assembleia uma comissão formada por estudantes de vários cursos se reuniu com o reitor Dirceu de Mello, mostrando sua disposição em negociar as reivindicações com a reitoria e a Fundação São Paulo. Durante a reunião os estudantes apresentaram suas pautas para o reitor que marcou para a manhã do dia 19 uma reunião com os Secretários-Executivos da Fundação São Paulo, onde as negociações continuaram acontecendo.

O nosso movimento de ocupação de reitoria explicita uma luta não só por redução de mensalidade e medidas que viabilizem o acesso e a permanência dos estudantes na universidade, mas uma defesa de um projeto político de educação que vise uma formação inclusiva, emancipatória e de qualidade para todas e todos.

Reivindicamos:

*Redução imediata das mensalidades;

*Abertura do edital de bolsas, cedidas pela Universidade

*Flexibilização da negociação das dívidas dos inadimplentes;

*Rematrícula dos inadimplentes;

*Redução do preço do restaurante universitário;

*Criação de um centro de educação infantil, para estudantes e trabalhadoras deixarem seus filhos;

*Auditoria da dívida da PUC feita pela comunidade;

*Nenhuma punição aos estudantes mobilizados;

*Fim da Secretaria de Administração Escolar (SAE), em pró das secretarias específicas das

faculdades;

*Incorporação dos funcionários terceirizados ao quadro de funcionários da Universidade;

*Fim do Conselho Administrativo em pró de um Conselho Universitário participativo a professores,

funcionários e estudantes

*Fim do contrato maximizado dos professores

Agenda

– Assembleia geral às 11h e 20h
– Aula pública sobre o histórico do movimento estudantil, antigo militante da universidade nos anos 70, as 19h.
– Atividade sobre a consciência negra, com hip hop, roda de viola e muito mais…
– Sarau poético (proposta ainda)
– Atividades Semana da Arte Modesta (10h – Vídeos sobre o movimento estudantil da PUC-SP – CA 22 de Agosto; 20h – Projeção dos curtas-metragens “Cerol” e “Antes que o amor se vá” do Coletivo Cinefusão – Museu da Cultura; 22h – SoundSystem – CACS + Moda de Viola – Prainha)

A reitoria mais uma vez demonstrou que nada mais interessa a eles além do nosso dinheiro, e cabe a nós mostrar que essa universidade é nossa, e não vamos nos calar diante de tamanho desrespeito aos nossos direitos! A única forma que nos resta é a luta! Não fique calado, junte-se a nós!

Histórico

 

Desde o início do ano, os estudantes da PUC-SP vêm organizando uma campanha pela redução das mensalidades, tendo em vista as dificuldades de acesso e permanência dentro da universidade. Atualmente, a mensalidade média da PUC-SP ( Eu mudaria para pontifícia porque tá bem repetitivo) é uma das mais altas do país, e há anos tem sido reajustado acima da inflação. Hoje existem, na PUC-SP, cursos que chegam ao valor de até três salários mínimos.

Na última década, acompanhamos a mudança de perfil de uma instituição filantrópica para uma instituição privada e mercantil, com a maximização (o que é maximização?) do contrato de professores, demissão de funcionários e sucessivos reajustes nos preços das mensalidades.

O Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), percebendo a situação, organizou, a partir de reuniões no começo do ano uma campanha para que se baixasse o preço das mensalidades, considerada cara e excludente. O movimento começou com assembleias puxadas pelos Centros Acadêmicos para que o problema fosse discutido com cada curso. Também foram realizados atos, festas temáticas, questionários e debates.

Convocamos também uma Audiência Pública entre a comunidade universitária e o Conselho Superior de Administração (Consad), realizada no dia 14 de setembro no TUCA. Colocamos a demanda pela redução da mensalidade. Não obtivemos resposta. Diante da insatisfação com o posicionamento – ou a ausência dele – por parte da Fundação São Paulo e da Reitoria na Audiência, puxamos um abaixo-assinado que durante apenas uma semana e meia alcançou 2200 assinaturas para ser entregue aos membros do Consad, no intuito de reforçar as nossas reivindicações e exigir uma resposta concreta frente às necessidades da comunidade universitária.

 

E agora?

 

Depois de postergar por duas semanas, o Consad realizado no dia 18 de novembro pela manhã discutiu a reivindicação pela redução da mensalidade, explicitada no abaixo-assinado protocolado um mês antes. O reitor Dirceu de Mello, enquanto colocava seu posicionamento a respeito, reduziu o problema a um pedido da graduação em Serviço Social, que paralelamente ao movimento dos estudantes pedia pela gratuidade do curso. Encerrada a fala, ele e os outros dois conselheiros – secretários executivos da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP – se colocaram favoráveis à diminuição da mensalidade apenas ao Serviço Social.

Questionamos então o que seria feito aos outros cursos da Universidade. Por sua vez, o Reitor se

negou a colocar uma posição e, ao ser perguntado sobre o possível aumento das mensalidades em 2011, disseram que o assunto estava encerrado. Quando começamos a nos manifestar insatisfeitos por ter ele ignorado nosso documento, suspendeu a reunião.

Entendemos que, com essa postura, o Consad desconsidera as movimentações que os estudantes organizaram ao longo de um ano inteiro; por este motivo, logo após a reunião, realizamos assembléia geral e os cerca de 300 estudantes presentes decidiram ocupar a reitoria. A avaliação é de que ao longo de 2010 esgotaram-se as vias de diálogos que foram propostas para que as dificuldades, necessidades e demandas estudantis fossem apresentadas e encaminhadas na perspectiva de uma melhoria na qualidade de nossas aulas, bem como no acesso e permanência dos estudantes na PUC-SP.

Momentos após a ocupação, o reitor Dirceu de Mello conversou conosco dentro da reitoria, enfatizando que nenhum estudante seria punido e que não chamaria a polícia. Diante do pedido que esse comprometimento fosse documentado por escrito, porém, respondeu que suas palavras bastavam.

Estamos organizados em uma série de comissões: comunicação, mobilização, limpeza, garantia de manutenção do patrimônio, cultura, entre outras, que estão abertas para qualquer estudante que queira participar. Rotineiramente fazemos assembleias que sempre balizarão coletiva e democraticamente todas as nossas decisões. Temos total interesse em estabelecer diálogo com a administração da universidade, para conversarmos e negociarmos as nossas reivindicações. Foi feita uma assembleia no período da noite do dia 18 com cerca de 600 estudantes na qual foram reiteradas as nossas reivindicações além da declaração de apoio feita por uma série de universidades e entidades estudantis, entre as quais o movimento de greve da Unifesp, o DCE da Unesp, entre outros.

Após a assembleia uma comissão formada por estudantes de vários cursos se reuniu com o reitor Dirceu de Mello, mostrando sua disposição em negociar as reivindicações com a reitoria e a Fundação São Paulo. Durante a reunião os estudantes apresentaram suas pautas para o reitor que marcou para a manhã do dia 19 uma reunião com os Secretários-Executivos da Fundação São Paulo, onde as negociações continuaram acontecendo.

O nosso movimento de ocupação de reitoria explicita uma luta não só por redução de mensalidade e medidas que viabilizem o acesso e a permanência dos estudantes na universidade, mas uma defesa de um projeto político de educação que vise uma formação inclusiva, emancipatória e de qualidade para todas e todos.

 

Reivindicamos:

 

*Redução imediata das mensalidades;

*Abertura do edital de bolsas, cedidas pela Universidade

*Flexibilização da negociação das dívidas dos inadimplentes;

*Rematrícula dos inadimplentes;

*Redução do preço do restaurante universitário;

*Criação de um centro de educação infantil, para estudantes e trabalhadoras deixarem seus filhos;

*Auditoria da dívida da PUC feita pela comunidade;

*Nenhuma punição aos estudantes mobilizados;

*Fim da Secretaria de Administração Escolar (SAE), em pró das secretarias específicas das

faculdades;

*Incorporação dos funcionários terceirizados ao quadro de funcionários da Universidade;

*Fim do Conselho Administrativo em pró de um Conselho Universitário participativo a professores,

funcionários e estudantes

*Fim do contrato maximizado dos professores

 

Agenda

 

– Assembleia geral às 11h e 20h
– Aula pública sobre o histórico do movimento estudantil com professor Aldo Furtado, antigo militante da universidade nos anos 70, as 19h.
– Atividade sobre a consciência negra, com hip hop, roda de viola e muito mais…
– Sarau poético (proposta ainda)
– Atividades Semana da Arte Modesta (10h – Vídeos sobre o movimento estudantil da PUC-SP – CA 22 de Agosto; 20h – Projeção dos curtas-metragens “Cerol” e “Antes que o amor se vá” do Coletivo Cinefusão – Museu da Cultura; 22h – SoundSystem – CACS + Moda de Viola – Prainha)

 

 

A reitoria mais uma vez demonstrou que nada mais interessa a eles além do nosso dinheiro, e cabe a nós mostrar que essa universidade é nossa, e não vamos nos calar diante de tamanho desrespeito aos nossos direitos! A única forma que nos resta é a luta! Não fique calado, junte-se a nós!

6 Respostas para “Boletim

  1. Pautas menores são mais faceis de trabalhar.
    Tanto com o movimento estudantil como para negociar.

  2. O movimento estudantil da PUC dá sono. Com estas reivindicações vocês atiram pra todo lado tentando angariar pessoas para uma causa falida. O Brasil vive outro momento e estes partidos que se dizem de esquerda continuam a pensar com a cabeça no século passado.

    Total apoio a reitoria!!

    Sim, eu posso pagar a faculdade, afinal eu vi que era PARTICULAR assim que eu entrei.

    Aproveitem para fazer festinhas e fumar maconha na reitoria, já que estudar não é o que mais gostam de fazer.

    Abraços

  3. Caros ocupantes. A pauta sobre o fim do Conselho Administrativo da PUC em prol de um Conselho Universitário participativo está mal formulada. A maior parte das universidades mundiais possuem conselhos administrativos, o problema é que, neste caso específico da PUC,o Consad acaba deliberando sobre questões que não deveriam ser da alçada administrativa. A questão é fortalecer o poder decisório do Conselho Universitário e, abaixo dele, do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão existente, para que voltem a atuar num modelo universitário autêntico. Uma pauta mais lúcida. Outro ponto, se o movimento não buscar o diálogo e conseguir o apoio dos professores e funcionários administrativos (que também sofrem com os desvios), corre o risco de ser tratorado pela Fundação e pelos Padres. Aquilo que o próprio Guevara dizia, o foco também deve criar suas próprias condições: se vocês não suscitarem um debate que envolva a todos, correram o risco de ficar isolados. Grifo que a nota do Reitor à comunidade puquiana já demonstra que ele está rompendo com o tom conciliatório anteriormente adotado. Saludos y abrazos! Hasta la victoria!

  4. http://www.pucsp.br/sites/default/files/pucsp/noticias/Manifestacao_do_Reitor.pdf.pdf

    É preciso dar uma resposta contundente aos argumentos da Reitoria – em nenhum momento o movimento postula gratuidade de mensalidades, nem uma redução abaixo dos padrões de mercado, o problema é que uma universidade que se diz filatrópica e de ‘função social não podem cobrar mensalidades de mais de três salários mínimos.

    Repúdio ao comentário preconceituoso e infantil do “mister” João. Ele poderia estudar na Faap (ou outra universidade-shopping) que terá o perfil mais adequado para ele!

    Abrazos!

  5. mas o comentário do rapaz (João, o canabofóbico) nao deixa de ser um sintoma de que vcs precisam buscar mais hegemonia, correrão o risco de se isolar (que será fatal). A apropuc tem uma representatividade minguada entre os professores (já uma consequencia de anos de boicote da Fundação) – ou seja, ter o apoio dela não significa muita coisa; e os funcionários administrativos estão tão precarizados que nem têm condições de se mobilizar. Aconselho, como veterano deste espaço de lutas da puc (já deixei dele há um tempão), que enviem comunicados diretamente para cada departamento e tentem contactar a representação dos funcionários. Outra coisa, caixas de som para divulgar informes, um caro que circunde a PUC, isso vcs conseguem com qualquer sindicato sensível à causa. Salenas!

  6. Reiterando o que foi dito pelos companheiros.
    Precisamos de uma lista menos abrangente.

    Pauta UNICA!

    REDUCAO DE MENSALIDADE.

    talvez a unica tatica possivel para unir os estudantes.

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