Humor

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Reitoria e Fundação descobrem quem matou a PUC-SP

Por Benevides Paixão, jornalista do Catar Feijão

Em uma reunião histórica, o reitor Dirceu de Mello e os representantes da Fundação São Paulo, João Júlio e Rodolpho Perazzolo, jogaram uma partida de Detetive para descobrir quem assassinou a PUC-SP. A partida, jogada à portas fechadas, foi transmitida ao vivo para o Brasil inteiro pela TV PUC. A RedePUC não cobriu o evento, preferindo mostrar uma partida de jogo da velha entre o pró-reitor comunitário, Hélio Deliberador, e seu acessor, Mário Fontes.

Dirceu e sua cópia de Detetive: “Hoje a verdade será revelada!”

Estudantes, professores e funcionários não foram convidados a jogar e descobrir a identidade do misterioso criminoso. “Se eles tivessem protocolado um pedido de 7000 páginas, explicitando os motivos que deveríamos ter para convidá-los, teríamos avaliado a possibilidade” retrucou o reitor. Após duas intensas horas de jogo, os participantes revelaram seus suspeitos. Padre Rodolpho culpou a funcionária da limpeza Dona Branca: “é óbvio que foi ela quem cometeu o crime, usando como arma um pano de chão, em um banheiro!” revelou eufórico.

A funcionária nega. “Sempre cuidei desta universidade com carinho, nunca faria isso”. No entanto, Dona Branca foi demitida por justa causa e processada no momento em que o padre Rodolpho anunciou sua decisão. João Júlio disse que seu querido colega estava errado, e apontou o culpado. “Foi o professor Black, com um livro, em uma sala de aula”. No entano, João Júlio esqueceu que o referido professor foi demitido arbitrariamente pela PUC em 2007; dessa forma, não poderia ter cometido o crime.

Por fim, Dirceu de Mello revelou, triunfante, seu suspeito. “Foi o Graber Sr. Marinho, que usou um walkie-talk como arma, e assassinou a universidade na entrada do prédio novo”. Ao anunciar sua suspeita, levantou-se e fez um discurso para a câmera da TV. “Para quem duvidava que eu fosse fazer algo sobre a Graber, aí está a resposta. Desde que assumi como reitor, me preparo para este momento”.

Após as suspeitas terem sido apresentadas, abriu-se o envelope confidencial para revelar o culpado pela morte da PUC. A revelação foi desconcertante para os três jogadores. Quem matou a PUC foi o pró-reitor da área de falta de democracia, transparência e diálogo com a comunidade, Coronel Mostarda, utilizando como arma um castiçal. O crime ocorreu dentro da própria reitoria. Reitor e Fundação ficaram surpresos. “O Coronel Mostarda sempre foi um homem honrado…como ele pôde fazer algo deste tipo?” indagou tristemente Padre Rodolpho, profundamente magoado.

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