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Corrente contra Catracas

A luta se expande para outras espécies

O movimento contra o aumento da tarifa de ônibus se acorrenta para exigir uma negociação, a  Prefeitura responde com bombas, mas o movimento não se dispersa. Por Passa Palavra

Bombas de efeito moral, balas de borracha, cassetetes e spray de pimenta. Esses são os principais ingredientes que recheam as reportagens publicadas na grande imprensa sobre o Sexto Ato Contra o Aumento das Tarifas em São Paulo. De fato, a manifestação foi mesmo dura e violentamente reprimida pela Polícia Militar do Governo do estado. Mas, para além dessas imagens de brutalidade e agressão, é possível assegurar que esse ato representou para o movimento que luta pela redução das tarifas de ônibus na capital mais um passo decisivo na sua mobilização contra o aumento. Continuar lendo

Na quinta-feira audiência discute dívida trabalhista da PUC-SP

APROPUC-SP 18.02.11
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Acontece no dia 24/2, uma audiência envolvendo o Sinpro-SP, Fundação São Paulo e APROPUC na Justiça do Trabalho, para discutir a ação movida pela entidade para o cumprimento da dívida salarial de 2005.
Naquele ano a universidade não reajustou os salários dos docentes em 7,66%, conforme havia sido acordado entre o Sindicato dos Professores e o Sindicato das Mantenedoras. Durante os anos seguintes não se conseguiu chegar a um acordo sobre a forma de pagamento do montante acumulado e do reajuste no salário. A atual diretoria tentou desde o final de 2009 uma negociação com o novo reitor e a Fundação São Paulo, mas os professores consideraram que as propostas apresentadas situavam-se muito aquém daquilo que lhes era devido e não incorporava aos salários docentes o reajuste de 7,66% devido aos docentes.
Afrontando a CLT, os gestores ofereceram aos professores um acordo individual que previa pagamento de 60% da dívida e 1% de reajuste salarial, por conta dos 7,66%, proposta que já havia sido recusada pela assembleia dos professores. Por entender que se tratava de um direito adquirido a APROPUC prosseguiu com a ação
O PUCviva atualizou a dívida até o mês de janeiro/2011, reajustando-a mensalmente pelo ICV-Dieese. O resultado é que hoje a Fundação São Paulo deve cerca de 648,42% do salário dezembro de 2005. Ou seja, um titular, que ganhava na época R$ 9.968,08 deveria receber a quantia de R$ 64.635,02, sem contar possíveis adicionais, como os chamados quinquênios. (veja abaixo uma tabela comparativa para cada categoria docente).
Diante da enorme diferença que havia entre o que era devido pela PUC-SP e o que era proposto pela Fundasp, os professores não tiveram outra alternativa senão a entrada na Justiça do Trabalho, que marcou a primeira audiência para o dia 24 deste mês, às 10h, no Fórum Trabalhista Rui Barbosa, Rua Marquês de São Vicente, 235.

A velha toupeira de Perdizes

APROPUC-SP 10.12.10

Por Aldo Sauda, aluno de Direito

O constante processo de ações e reações que marcam qualquer espaço público (seja ele estatal ou não) é inquestionavelmente caracterizado pela imprevisibilidade da política. E se o brotar de novas ações surpreendeu os que se auto-intitulam narradores oficiais da história, a espontaneidade daqueles que constroem sua própria realidade tende a colocar em contradição os observadores que ignoram o subsolo vivendo somente das análises da superfície. A cotidiana construção de túneis, que muitas vezes tomam caminhos tortos e pouco ortodoxos, podem até surpreender o narrador desatento, porém, eles são a marca da imprevisibilidade do processo histórico no qual estamos todos inseridos.

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