Michael Moore dá total apoio a Assange

Cineasta envia 20 mil dólares para ajudar a pagar a fiança e põe à disposição da Wikileaks os seus servidores na net. Para ele, Assange “é o terror dos mentirosos e dos senhores da guerra”.

O documentarista e cineasta norte-americano Michael Moore enviou aos advogados de Julian Assange, em Londres, 20 mil dólares para ajudar a pagar a fiança do porta-voz da Wikileaks, fixada pelos magistrados britânicos em 240 mil libras (282.255 euros). O realizador de “Farenheit 9/11”, “Bowling for Columbine” ou “Sicko” disse que Assange “é o terror dos mentirosos e dos senhores da guerra”.

“Imaginem o quão diferente seria o mundo se a Wikileaks já existisse há 10 anos. (…) Talvez a próxima guerra não seja tão fácil, porque conseguimos virar a mesa… agora somos nós que vigiamos o Grande Irmão”, disse Moore, no seu site.

O cineasta ofereceu ainda publicamente o apoio do seus servidores na net, dos seus nomes de domínio e de qualquer outro recurso ao seu alcance “para manter viva e próspera a WikiLeaks, enquanto continua o seu trabalho de tornar públicos os crimes que eram maquinados em segredo e cometidos em nosso nome e com o dinheiro dos nossos impostos.”

Para Michael Moore, Assange é “um pioneiro da liberdade de expressão, do governo independente e da revolução digital do jornalismo”, afirmou. “O seu compromisso de revelar as falácias dos governos e das empresas oferece à sociedade uma oportunidade de se defender”, acrescentou.

O cineasta questiona-se sobe o que aconteceria se tivessem sido revelados os memorandos secretos de Dick Cheney pressionando a CIA para lhe dar os “factos” que queria para criar a sua falsa defesa da guerra. “Se uma WikiLeaks tivesse revelado na época que não houve, de facto, nenhuma arma de destruição em massa, acham que a guerra teria sido desencadeada – ou, em vez disso, não teria havido apelos para a detenção de Cheney?”

Aos americanos que consideram errado apoiar Julian Assange devido às acusações de assédio sexual, Michael Moore pede que não sejam ingénuos em relação à forma como o governo trabalha quando decide ir atrás da sua presa. “Por favor, nunca acreditem na ‘história oficial’.”

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