Protestos em Inglaterra e Itália contra cortes na educação

Ruas das principais cidades inglesas e italianas encheram-se de manifestantes. Em Inglaterra está em causa aumento das propinas e cortes nos orçamentos das universidades. Em Itália o ataque é feito sobre as bolsas de estudo e o investimento na investigação.

Por Esquerda.net

Em várias cidades inglesas, entre as quais Londres, Manchester, Oxford e Newcastle, milhares de estudantes do superior e do secundário protestaram esta terça-feira contra o aumento das propinas máximas de 3 850€ para 10 531€ e os cortes nos orçamentos das universidades, que chegam a atingir os 40%. Este foi o terceiro grande protesto promovido no mês de novembro.

Em Londres, 4000 estudantes marcharam até Whitehall, onde se encontram os serviços governamentais. À sua espera encontrava-se uma forte força policial que bloqueou o avanço da marcha, obrigando os jovens a encontrar novos percursos.

A Campanha Nacional Contra as Propinas e Cortes afirmou que teve o cuidado de cooperar com as autoridades, mas, ainda assim, a manifestação foi bloqueada.

Na última semana, 34 universidades e faculdades foram ocupadas por alunos, professores e sindicalistas em protesto contra as medidas de austeridade do governo britânico, naquele que constitui um movimento sem precedentes desde há várias décadas. Estas ocupações das universidades apresentam-se como focos de activismo comunitário que congrega elementos de vários sectores.

Milhares nas ruas de Itália

Também em Itália os protestos fizeram-se sentir. Mais de 400 mil estudantes ocuparam o centro de Roma, Milão, Veneza, Nápoles, Palermo ou Brescia, bloquearam estradas e linhas ferroviárias, enquanto o Parlamento debatia a proposta do Governo que pressupõe cortes massivos no financiamento da universidade pública, a eliminação de 90% das bolsas de estudo e a o corte do investimento estatal em investigação.

O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, reagiu aos protestos afirmando à agência de notícias Ansa que “os verdadeiros estudantes estão em casa a estudar”.

A jornada nacional de protesto já tinha tido antecedentes. A semana passada, os estudantes chegaram a ocupar monumentos como o Coliseu de Roma e a Torre de Pisa.

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