Lista de Apoiadores da Ocupação
Entidades:
Associação Cantareira ExNETO – Executiva Nacional de Estudantes de Terapia Ocupacional
Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS)
Centro Acadêmico Rocha Lima – CARL -Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – FMRP-USP
Centro Acadêmico Ruy Barbosa – EEFE USP
Diretório Acadêmico Honestino Guimarães, FAFIL – CUFSA
Centro Acadêmico de Filosofia – USP
Unifesp Guarulhos
Diretório Central dos Estudantes Mário Prata, da Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia DCE-UEL – Gestão Cala boca já morreu
Centro Acadêmico Vladimir Herzog (CAVH), da Faculdade Cásper Líbero
DCE-UFS Gestão “Amanhã há de ser outro dia”
Centro Acadêmico Rocha Lima – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -USP
Centro Acadêmico Benevides Paixão- PUC-SP
Centro Acadêmico de Serviço Social – PUC-SP
Centro Acadêmico de Ciências Sociais – PUC-SP
CA Psico – PUC-SP
Cafil – PUC-SP
Centro Acadêmico 22 de Agosto – PUC-SP
Sintusp
Organizações:
Campo Barricadas Abrem Caminhos
Núcleo PSOL Estudantil – UFPR
A Plenos Pulmões
Contraponto
Individuais:
Cláudio Marques – Filosofia – PUC-Campinas
Nidal Ahmad Yassin
Prof. Ms. José Aparecido dos Santos
Mateus Mendonça
Novembro 7, 2007 às 10:38 pm
São Paulo, 7 de novembro de 2007.
A PUC-SP informa a invasão da Reitoria da Universidade por um grupo de alunos e pessoas estranhas à comunidade universitária, por volta das 21h40 do dia 5/11, enquanto acontecia uma audiência pública sobre o redesenho institucional (solicitada pela Apropuc, Afapuc, Conselho de Centros Acadêmicos e APG). Para ocupar o local, eles derrubaram uma parede, o que provocou danos em equipamentos e instalações, além de agredirem os seguranças.
A Reitoria lamenta o episódio, a violência e a ação anti-democrática. Não se pode tolerar essa atitude e é preciso agir com rigor, dentro da lei, para defender o patrimônio cultural e físico da Universidade.
Das reivindicações que chegaram informalmente à Reitoria, nenhuma delas procede. Não há previsão de demissões; a PUC-SP oferece 1.144 bolsas para estudantes de 1º ano em 2007 (incluindo as integrais do ProUni), e acabou de criar novas modalidades para os calouros (para os melhores colocados do Vestibular oriundos de escola pública); e houve redução de mensalidades em 15 cursos, uma reivindicação antiga da comunidade.
O processo de redesenho (atualização da estrutura da Universidade) é uma necessidade apontada pela própria comunidade, e sua metodologia e cronograma foram definidos pelo Conselho Universitário (Consun, que possui representantes de alunos, professores e funcionários). Todo o processo tem sido discutido de forma democrática e transparente em todas as instâncias, desde seu início, em agosto de 2006.
Após a invasão, a direção da Universidade fez um Boletim de Ocorrência no 23º DP. Na tarde de 6/11, a Reitoria encaminhou aos alunos uma solicitação para retirada do local até as 18h, sem punição aos estudantes, para iniciar o processo de negociação. Não houve resposta por parte dos estudantes, até o início da tarde de 7/11.
Nesse mesmo dia, uma comissão de professores entrou em contato com os alunos e reafirmou a necessidade do diálogo para resolver a situação, desde que eles saíssem do local. Ao mesmo tempo, foi feita uma notificação extra-judicial em que a PUC-SP exige a desocupação do local. Em seguida, a Reitoria enviou uma comissão para tentar convencer o grupo de estudantes a sair do local e iniciar a negociação. Em ambas as tentativas, os alunos afirmaram que “não deixarão o local, a não ser por decisão de assembléia”.
Mais uma vez, nos posicionamos contrários à atitude que coloca em risco o funcionamento regular da Universidade. Exigimos a desocupação imediata da Reitoria.
Novembro 7, 2007 às 11:29 pm
Vocês são democráticos, né? Pois bem. Publiquem também a lista de opositores da ocupação. E incluam meu nome, por favor… Rafael Alberto (jornalismo PUC-SP)
Novembro 8, 2007 às 2:52 am
Logo logo mandaremos nossa moção de apoio também.
Os ultimos dias foram complicados, alguém deve ter tomado essa tarefa já.
Saudações, nossa luta é a mesma!
Novembro 8, 2007 às 10:24 am
Que baixaria! Que história é essa de fazer festinha na reitoria e cobrar $ 1,99? Para que vocês querem dinheiro? Afinal de contas dinheiro é símbolo máximo do capitalismo! Como pode a luta operária ter com um dos líderes uma pessoa que faz mechas no cabelo no Soho? Vocês sabem quanto custa? Uma FORTUNA!!! Causa “operária”, nenhum aluno e professor fora da PUC … conversa. Tá faltando mesmo é EDUCAÇÃO, que no meu tempo se chamava DE BERÇO! Onde estão os pais e mães desses fulanos?
Novembro 8, 2007 às 12:40 pm
Todso cuidado é pouco.
Novembro 8, 2007 às 12:42 pm
Todo cuidado é pouco. Lembrai-vos de Graziela.
Novembro 8, 2007 às 5:02 pm
Galerinha gostaria de lembra-los que com a ocupação a imagem da nossa dignissima universidade fica manchada isso por conta de meia duzia de babacas que precisam de pessoas de fora (não alunos) para liderar e organizar uma invasão, este com certeza a serviso do capitalismo e da promoção social…….o legal é que esqueceram que se não tem alunos não tem vestibular e consequentemente não teremos o dobro de demissões, pois se não tem aluno para que tanto professor hennnn….
Creio que com esta brincadeira não será só o Departamento de história que vai perder professores e sim todos todos os departamentos e sabe pq??? Pq tem um bando de babacas (de 6 pessoas)brincando de invadir a
reitoria.
Penelope
Novembro 8, 2007 às 11:36 pm
Rafael Alberto
por favor não seja ingenuo
quem está se opondo não está na lista
simples . . .
Novembro 10, 2007 às 2:59 am
Que estranho… Núcleo PSOL Estudantil – UFPR como um dos apoiadores. E ainda dizem que é democracia? Quando um partido político, no caso o PSOL, penetra (de bicão, mesmo) nos corredores da faculdade, devemos ficar atentos para o perigo do controle ideológico… bem coisa de Hitler e outros ditadores.
Contraponto não é aquele jornalzinho ideológico de alguns estudantes de jornalismo, que pouco critica os jornais de esquerda? Ah… olha o panfleto… bom, falei (ou melhor, escrevi) sobre controle ideológico e panfletos… hummm… Hitler e ditadores de novo.
Outra coisa: se os CAs apóiam a ocupação, significa que a maioria dos alunos apóiam? Interessante… Conversei com umas pessoas e disseram que o pessoal de jornalismo está pê da vida pq a maioria dos revolucionários são do curso, masa não tem o apóio de todas as classes, assim como ocorre com os outros CAs tb.
Novembro 10, 2007 às 3:53 pm
Na primeira noite eles se aproximaram
roubam uma flor
do nosso jardim
E não conseguimos dizer nada…
Na segunda noite, já não se esconderam;
pisaram nas nossas flores,
mataram nosso cão,
e não pudemos dizer nada.
Até que um dia,
INVADEM A NOSSA CASA,
roubam-nos a luz,
e exigem que continuemos calados…
Ah, mas agora já nao podem roubar
a voz de nossas gargantas…
Eles nao conseguiram roubar a nossas voz, entao
gritemos, gritemos o mais alto possível:
ABAIXO A REPRESSAO!
POLÍCIA NAO!
UNIVERSIDADE LIVRE!
LIVRE PRODUÇAO!
ADIANTE!!!
Saludos desde Espanha.
Novembro 12, 2007 às 8:18 pm
A mentalidade revolucionária
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 16 de agosto de 2007
Desde que se espalhou por aí que estou escrevendo um livro chamado “A Mente Revolucionária”, tenho recebido muitos pedidos de uma explicação prévia quanto ao fenômeno designado nesse título.
A mente revolucionária é um fenômeno histórico perfeitamente identificável e contínuo, cujos desenvolvimentos ao longo de cinco séculos podem ser rastreados numa infinidade de documentos. Esse é o assunto da investigação que me ocupa desde há alguns anos. “Livro” não é talvez a expressão certa, porque tenho apresentado alguns resultados desse estudo em aulas, conferências e artigos e já nem sei se algum dia terei forças para reduzir esse material enorme a um formato impresso identificável. “A mente revolucionária” é o nome do assunto e não necessariamente de um livro, ou dois, ou três. Nunca me preocupei muito com a formatação editorial daquilo que tenho a dizer. Investigo os assuntos que me interessam e, quando chego a algumas conclusões que me parecem razoáveis, transmito-as oralmente ou por escrito conforme as oportunidades se apresentam. Transformar isso em “livros” é uma chatice que, se eu pudesse, deixaria por conta de um assistente. Como não tenho nenhum assistente, vou adiando esse trabalho enquanto posso.
A mente revolucionária não é um fenômeno essencialmente político, mas espiritual e psicológico, se bem que seu campo de expressão mais visível e seu instrumento fundamental seja a ação política.
Para facilitar as coisas, uso as expressões “mente revolucionária” e “mentalidade revolucionária” para distinguir entre o fenômeno histórico concreto, com toda a variedade das suas manifestações, e a característica essencial e permanente que permite apreender a sua unidade ao longo do tempo.
“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.
Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.
Recusando-se a prestar satisfações senão a um futuro hipotético de sua própria invenção e firmemente disposto a destruir pela astúcia ou pela força todo obstáculo que se oponha à remoldagem do mundo à sua própria imagem e semelhança, o revolucionário é o inimigo máximo da espécie humana, perto do qual os tiranos e conquistadores da antigüidade impressionam pela modéstia das suas pretensões e por uma notável circunspecção no emprego dos meios.
O advento do revolucionário ao primeiro plano do cenário histórico – fenômeno que começa a perfilar-se por volta do século XV e se manifesta com toda a clareza no fim do século XVIII – inaugura a era do totalitarismo, das guerras mundiais e do genocídio permanente. Ao longo de dois séculos, os movimentos revolucionários, as guerras empreendidas por eles e o morticínio de populações civis necessário à consolidação do seu poder mataram muito mais gente do que a totalidade dos conflitos bélicos, epidemias terremotos e catástrofes naturais de qualquer espécie desde o início da história do mundo.
O movimento revolucionário é o flagelo maior que já se abateu sobre a espécie humana desde o seu advento sobre a Terra.
A expansão da violência genocida e a imposição de restrições cada vez mais sufocantes à liberdade humana acompanham pari passu a disseminação da mentalidade revolucionária entre faixas cada vez mais amplas da população, pela qual massas inteiras se imbuem do papel de juízes vingadores nomeados pelo tribunal do futuro e concedem a si próprios o direito à prática de crimes imensuravelmente maiores do que todos aqueles que a promessa revolucionária alega extirpar.
Mesmo se não levarmos em conta as matanças deliberadas e considerarmos apenas a performance revolucionária desde o ponto de vista econômico, nenhuma outra causa social ou natural criou jamais tanta miséria e provocou tantas mortes por desnutrição quanto os regimes revolucionários da Rússia, da China e de vários países africanos.
Qualquer que venha a ser o futuro da espécie humana e quaisquer que sejam as nossas concepções pessoais a respeito, a mentalidade revolucionária tem de ser extirpada radicalmente do repertório das possibilidades sociais e culturais admissíveis antes que, de tanto forçar o nascimento de um mundo supostamente melhor, ela venha a fazer dele um gigantesco aborto e do trajeto milenar da espécie humana sobre a Terra uma história sem sentido coroada por um final sangrento.
Embora as distintas ideologias revolucionárias sejam todas, em maior ou menor medida, ameaçadoras e daninhas, o mal delas não reside tanto no seu conteúdo específico ou nas estratégias de que se servem para realizá-lo, quanto no fato mesmo de serem revolucionárias no sentido aqui definido.
O socialismo e o nazismo são revolucionários não porque propõem respectivamente o predomínio de uma classe ou de uma raça, mas porque fazem dessas bandeiras os princípios de uma remodelagem radical não só da ordem política, mas de toda a vida humana. Os malefícios que prenunciam se tornam universalmente ameaçadores porque não se apresentam como respostas locais a situações momentâneas, mas como mandamentos universais imbuídos da autoridade de refazer o mundo segundo o molde de uma hipotética perfeição futura. A Ku-Klux-Klan é tão racista quanto o nazismo, mas não é revolucionária porque não tem nenhum projeto de alcance mundial. Por essa razão seria ridículo compará-la, em periculosidade, ao movimento nazista. Ela é um problema policial puro e simples.
Por isso mesmo é preciso enfatizar que o sentido aqui atribuído ao termo “revolução” é ao mesmo tempo mais amplo e mais preciso do que a palavra tem em geral na historiografia e nas ciências sociais presentemente existentes. Muitos processos sócio-políticos usualmente denominados “revoluções” não são “revolucionários” de fato, porque não participam da mentalidade revolucionária, não visam à remodelagem integral da sociedade, da cultura e da espécie humana, mas se destinam unicamente à modificação de situações locais e momentâneas, idealmente para melhor. Não é necessariamente revolucionária, por exemplo, a rebelião política destinada apenas a romper os laços entre um país e outro. Nem é revolucionária a simples derrubada de um regime tirânico com o objetivo de nivelar uma nação às liberdades já desfrutadas pelos povos em torno. Mesmo que esses empreendimentos empreguem recursos bélicos de larga escala e provoquem modificações espetaculares, não são revoluções, porque nada ambicionam senão à correção de males imediatos ou mesmo o retorno a uma situação anterior perdida.
O que caracteriza inconfundivelmente o movimento revolucionário é que sobrepõe a autoridade de um futuro hipotético ao julgamento de toda a espécie humana, presente ou passada. A revolução é, por sua própria natureza, totalitária e universalmente expansiva: não há aspecto da vida humana que ela não pretenda submeter ao seu poder, não há região do globo a que ela não pretenda estender os tentáculos da sua influência.
Se, nesse sentido, vários movimentos político-militares de vastas proporções devem ser excluídos do conceito de “revolução”, devem ser incluídos nele, em contrapartida, vários movimentos aparentemente pacíficos e de natureza puramente intelectual e cultural, cuja evolução no tempo os leve a constituir-se em poderes políticos com pretensões de impor universalmente novos padrões de pensamento e conduta por meios burocráticos, judiciais e policiais. A rebelião húngara de 1956 ou a derrubada do presidente brasileiro João Goulart, nesse sentido, não foram revoluções de maneira alguma. Nem o foi a independência americana, um caso especial que terei de explicar num outro artigo. Mas sem dúvida são movimentos revolucionários o darwinismo e o conjunto de fenômenos pseudo-religiosos conhecido como Nova Era. Todas essas distinções terão de ser explicadas depois em separado e estão sendo citadas aqui só a título de amostra.
* * *
Entre outras confusões que este estudo desfaz está aquela que reina nos conceitos de “esquerda”e “direita”. Essa confusão nasce do fato de que essa dupla de vocábulos é usada por sua vez para designar duas ordens de fenômenos totalmente distintos. De um lado, a esquerda é a revolução em geral, e a direita a contra-revolução. Não parecia haver dúvida quanto a isso no tempo em que os termos eram usados para designar as duas alas dos Estados Gerais. A evolução dos acontecimentos, porém, fez com que o próprio movimento revolucionário se apropriasse dos dois termos, passando a usá-los para designar suas subdivisões internas. Os girondinos, que estavam à esquerda do rei, tornaram-se a “direita” da revolução, na mesma medida em que, decapitado o rei, os adeptos do antigo regime foram excluídos da vida pública e já não tinham direito a uma denominação política própria. Esta retração do “direitismo” admissível, mediante a atribuição do rótulo de “direita” a uma das alas da própria esquerda, tornou-se depois um mecanismo rotineiro do processo revolucionário. Ao mesmo tempo, remanescentes contra-revolucionários genuínos foram freqüentemente obrigados a aliar-se à “direita”revolucionária e a confundir-se com ela para poder conservar alguns meios de ação no quadro criado pela vitória da revolução. Para complicar mais as coisas, uma vez excluída a contra-revolução do repertório das idéias politicamente admissíveis, o ressentimento contra-revolucionário continuou existindo como fenômeno psico-social, e muitas vezes foi usado pela esquerda revolucionária como pretexto e apelo retórico para conquistar para a sua causa faixas de população arraigadamente conservadoras e tradicionalistas, revoltadas contra a “direita” revolucionária imperante no momento. O apelo do MST à nostalgia agrária ou a retórica pseudo-tradicionalista adotada aqui e ali pelo fascismo fazem esquecer a índole estritamente revolucionária desses movimentos. O próprio Mao Dzedong foi tomado, durante algum tempo, como um reformador agrário tradicionalista. Também não é preciso dizer que, nas disputas internas do movimento revolucionário, as facções em luta com freqüência se acusam mutuamente de “direitistas” (ou “reacionárias”). À retórica nazista que professava destruir ao mesmo tempo “a reação” e “o comunismo” correspondeu, no lado comunista, o duplo e sucessivo discurso que primeiro tratou os nazistas como revolucionários primitivos e anárquicos e depois como adeptos da “reação” empenhados em “salvar o capitalismo” contra a revolução proletária.
Os termos “esquerda” e “direita” só têm sentido objetivo quando usados na sua acepção originária de revolução e contra-revolução respectivamente. Todas as outras combinações e significados são arranjos ocasionais que não têm alcance descritivo mas apenas uma utilidade oportunística como símbolos da unidade de um movimento político e signos demonizadores de seus objetos de ódio.
Nos EUA, o termo “direita” é usado ao mesmo tempo para designar os conservadores em sentido estrito, contra-revolucionários até à medula, e os globalistas republicanos, “direita” da revolução mundial. Mas a confusão existente no Brasil é muito pior, onde a direita contra-revolucionária não tem nenhuma existência política e o nome que a designa é usado, pelo partido governante, para nomear qualquer oposição que lhe venha desde dentro mesmo dos partidos de esquerda, ao passo que a oposição de esquerda o emprega para rotular o próprio partido governante.
Para mim está claro que só se pode devolver a esses termos algum valor descritivo objetivo tomando como linha de demarcação o movimento revolucionário como um todo e opondo-lhe a direita contra-revolucionária, mesmo onde esta não tenha expressão política e seja apenas um fenômeno cultural.
A essência da mentalidade contra-revolucionária ou conservadora é a aversão a qualquer projeto de transformação abrangente, a recusa obstinada de intervir na sociedade como um todo, o respeito quase religioso pelos processos sociais regionais, espontâneos e de longo prazo, a negação de toda autoridade aos porta-vozes do futuro hipotético.
Nesse sentido, o autor destas linhas é estritamente conservador. Entre outros motivos, porque acredita que só o ponto de vista conservador pode fornecer uma visão realista do processo histórico, já que se baseia na experiência do passado e não em conjeturações de futuro. Toda historiografia revolucionária é fraudulenta na base, porque interpreta e distorce o passado segundo o molde de um futuro hipotético e aliás indefinível. Não é uma coincidência que os maiores historiadores de todas as épocas tenham sido sempre conservadores.
Se, considerada em si mesma e nos valores que defende, a mentalidade contra-revolucionária deve ser chamada propriamente “conservadora”, é evidente que, do ponto de vista das suas relações com o inimigo, ela é estritamente “reacionária”. Ser reacionário é reagir da maneira mais intransigente e hostil à ambição diabólica de mandar no mundo.
Novembro 15, 2007 às 1:10 pm
Se não houver união pelo bem da puc, seja lá ele qual for…nunca conceguiremos nada, queremos lutar por uma causa de todos, mas nao temos a capacidade nem de se comunicar.
Existe sim muita gente de fora infiltrado, talvez pq grande parte dos estudantes nao querem nem saber o que se passa com o movimento.
Nao podemos esquecer q estudante é estudante, seja da usp, a unicamp, puc, todos lutamos por um encino digno e de qualidade…
Agora eu quero saber, qnd foi q alguem do predio novo moveu uma palha pelo bem da puc…
Não fazer nada e criticar é facil… cambada de filinho de papai…
Agradeço a todos q fizam o bem do ensino
Castor