Repúdio*

By ocupapuc

Expondo suas entranhas, a burocracia tecnocrata que atinge o ensino esclarece o caminho que deseja traçar. Com esta invasão da PM estamos diante da internalização da exceção como norma. É a preservação da unidimensionalidade ideológica, estabelecendo sua “legitimidade” com os dois únicos argumentos moralizadores que consegue encontrar: O cacetete e a bala. Quando a mínima desobediência cívica têm como resposta a violência arbitrária e a indignação total e vulgar da mediação civil, talvez a própria configuração desta ordem social esteja violentando a si mesma, e quando gaba-se da eficiência de seus aparelhos coercitivos, está celebrando a escavação de seu próprio túmulo.

O mundo está definhando intusceptivamente, deixando que os deuses o destruam em seus suicídios que promovem utilizando nossas mãos, esmagando a humanidade com uma ideologia única, implacável e apaixonada por esta dimensão real em si mesma. Não há mais como ter dúvidas: ou nos superamos, ou desaparecemos.

“Corifeu-clown – Sem dúvida, cada geração julga-se predestinada a refazer o mundo. A minha, no entanto, sabe que não o poderá fazer, mas sua tarefa seja talvez maior: consiste em impedir que o mundo se desfaça”

Do espetáculo Orestéia – O canto do bode, De Ésquilo, adaptado pelo Galpão Folias D’Arte

Abraços revoltosos.

Continuemos a lutar.

*Gustavo Assano, 1ºAno de Jornalismo

PS: Esse texto não representa a opinião de todos os estudantes que ocupavam a reitoria. Por isso, foi pedida a sua edição pelo próprio autor. Perdão pelo deslize.

55 Respostas para “Repúdio*”

  1. Ali Disse:

    Esse episódio da Puc é mais um triste retrato do Estado pátrio e suas diversas formas de governo.

    Os governos são as rédeas que a classe dominante usa para controlar o povo, mantê-lo na linha e estabelecer até onde pode ir suas exigências.

    O mais importante para os governos é a manutenção da estrutura social vigente sob sua administração, e sempre que seus interesses extrapolam as vias legais, trata logo de aniquilar os que incomodam, seja por via da fome ou da miséria, ou de tropas de choque e esquadrões da morte.

  2. Aqui Disse:

    Vai dormir… vai ver o corinthians ser rebaixado.. vai estyudar… trabaçlhar… vaifazer alguma coisa.. mais não enche o saco.. a Reitoria e a Fundação e a Secretaria de Segurança Publica, fizeram certo em mandar a tropa de choque entrar na reitoria e tirar esses baderneiros… que só estragam a PUC-SP, acabam com o nome da isntituição, enchem o saco… são 35 mil alunos e apenas 132 na invasão que democracia é essa?! essas assembleias furadas…… marcadas em locais estrategicos para as pessoas da oposição não darem opnião… vamos acabar com a antidemocracia desse pessoal de jornalismo história e etc… esse bando de vagabundo que não tem o q fazer da vida!!!
    VIVA A MAURA, VIVA A REITORIA, VIVA A FUNDAÇÃO E VIVA O CHOQUE!!!!

  3. JO Disse:

    REALMENTE, A INVSÃO DA PUC POR UM BANDO DE CANALHAS REALMENTE FOI DOS EPISÓDIOS MAIS TRISTES VIVIDOS PELA PUC!

    FORA VAGABUNDOS PSEUDO-INTELECTUAIS QUE SÓ QUEREM SABER DE MAMAR NAS TETAS DOS DITOS BURGUESES!!!

  4. Seila Disse:

    Bando de Patropi… programação cultural da invasão? o que mais vcs vão fazer? Um sarau? A AFAPUC estão usando vcs. Bando de manipulados!!!

  5. joao Disse:

    Para os “diretores” da “ocupação”:

    Me respondam essa última dúvida, por favor. Esse movimento estudantil é declaradamente socialista? Todo o papo de luta por direitos é só um pretexto para exaltar o socialismo? E todos que fazem parte desse movimento são partidários das tendências socialistas?
    Acredito que nem todos integrantes partilham das mesmas idéias, e não estou sendo falso ao perguntar; realmente gostaria de me esclarecer quanto a ideologia do movimento em questão.
    Vocês pediram para eu aprender mais sobre o processo antes de poder criticar. Pois bem. Estou começando por aqui, e honestamente agradeceria uma resposta representativa.

  6. João Disse:

    Parabéns, até que enfim uma Reitoria de coragem…..Não desistam, acabem com esses pseudo-intelectuais. Onde estava a Jaqueline na hora ? Fazendo matéria jornalística ?. Ninguem é favor da polícia, mas ninguem é a favor da violência que cometeram com a truculência do movimento estudantil.

  7. Pedro Pereira Disse:

    E o rapaz ainda quer ser jornalista… o texto é tão cheio de palavras confusas, sem nexo, acaba depondo contra o movimento.

  8. Intringante Disse:

    O MAIS INTRIGANTE DE TUDO É VER QUE OS INVASORES SÓ POSTAM RESPOSTA AQUI NO BLOG EM DIAS ÚTEIS.

    OU SEJA: FIM-DE-SEMANA É PRA CURTIR…E NOS DIAS DE TRABALHO, BEM, VAMOS FAZER UMA REVOLUÇÃOZINHA…

  9. Junior Disse:

    É pessoal redesenho vai vir ninguem vai faze nda, só lambe saco da reitoria, só to vendo quando a mudança começar a vir, até a galerinha do contra perceber as mudanças vai ser tarde, procurem o pessoal do grupo de estudos do redesenho e descubra o próximo episódio dessa festa iniciada pela reitoria (sim, akele pessoal que apareceu com akelas 3 malditas propostas). QUem entender a mudança vai para de se importar com pouca coisa e virar seus olhos pro que importa, fora isso quem aí sabe o que é o redesenho e as 3 propostas.
    Naum vale copiar do site deles.

  10. Fabio Cardoso Disse:

    Todo o apoio aos estudantes da PUC que estão mobilizados por um causa tão urgente em nossas universidades… infelizmente repete-se uma invasão de reitoria pelo choque assim como nos aconteceu na F$A… a luta continua e fora a MAURA E O ODAIR!!!!

    Fabio estudante 4º C. Sociais F$A

  11. Junior Disse:

    joao, então cara naum sou líder nem poha nenhuma, quem mais ficava enchendo a bola e tipo que queria se destacar me parece que era a galera partidária onde a maioria arrebentava nas assembléias mas naum vi pega uma vassora pra varre o chão pra mante a limpeza la dentro, se forem socialistas pode fica tranquilo que por essa minha analise da pra vc perceber né, apesar que tem uma galera que ajudo sim. Então tem gente que naum tem nda a ver com socialismo e tava la dentro pensando a questão do redesenho, na minha opinião o objetivo que eu estou buscando (mesmo fora da reitoria nda impede de informar o pessoal o que vai acontecer com esses redesenhos ai), é barrar o redesenho e buscar uma forma mais democrática pros estudantes terem mais voz dentro da universidade, pq pelo que vi o CONSUN hoje em dia naum anda mto democratico naum. Acredito que a luta dos queridos socialistas de apartamento (aqueles que esquecem que pequenas atividades como fazer o lanche pra galera) pode ser dentro da universidade mas o caráter do pessoal contra o redesenho naum é puramente socialista, pq tem várias pessoas com vários pensamentos diferentes la dentro.

  12. de boa Disse:

    “é socialismo ou barbárie.”

    AE BIXO.

    VAI FAZER LETRAS, DEPOIS VOLTA PRA ME MOSTRAR A REDAÇÃO DAS SUAS FÉRIAS.

  13. Junior Disse:

    de boa ..

    também naum concordo com essa classificação barbárie afinal estamos no Estado de Direito.. essas coisas de evolucionismo ae falae

  14. Matheus - FSA Disse:

    Vivemos em uma ditadura clamuflada no seu direito de consumir, ir e vir de onde você quiser.
    Bela bosta de direito é esse!
    Nossa luta não deve limitar-se á ocupação da reitoria, devemos ser mais ousados!
    Temos de fazer as coisas unidos!

    Grande abraço a todos, e logo menos estaremos com vcs novamente!
    (em carne e osso!)

  15. Arthur Disse:

    “são 35 mil alunos e apenas 132 na invasão que democracia é essa?! essas assembleias furadas…… marcadas em locais estrategicos para as pessoas da oposição não darem opnião…”

    1- isso ocorre pq você é mais um dentro de todo o resto que nao é informado.
    esses 132, no mínimo, estavam assistindo a palestra sobre o redesenho, ja você, imagino que nem sabia da palestra, muito menos do que se trata o redesenho.

    2- esses locais estratégicos se dão graças a heróica posição sua e de seus amigos, que ao invés de se juntar para descutir, preferem ficar atirando pedras, caixas de papelão, ou qualquer coisa que estiver perto.

    seu comentário pode se comparar ao de um menino de 12 anos.

  16. Grácia Disse:

    Eu ñ estudo na PUC mas pretendo. Estive hj a tarde no churrasco de vcs, na verdade passei por lah qdo estava começando, troquei ideias com 2 de vcs. Mas umas das coisas q mais me chamou atenção foi a faixa, muito interessando mesmo, a da contagem de dias q a policia naum entrava na PUC, isso era um dos orgulhos da PUC e agora foi simplesmente ignorado, a atitude da reitoria foi a pior possivel, a mais babaca. Não digo q concordo ou naum com a ocupação de vcs, mas jamais concordarei coma a invasao. A faixa eh muito inteligente, dah um banho na Maura.

  17. O 444 Disse:

    Algumas considerações despretensiosas é o que trago aqui. Ao invés de ficar no que considero babaquice de ficar chamando um de feio, outro de bobo; um de burguês, outro de pelego; amar ou odiar a Reitoria…
    1. A PUC, ou alguns que por lá passam, inventou um mito. O mito de que seria um território fito, além das leis que regem os demais brasileiros. Lá, crimes como o tráfico seriam liberados e toda ação não careceria de coerção legal ou legítima. O problema é que o trauma de 1977 jamais excluiu a PUC do Brasil ou de sua sociedade. O Estado, ao coibir a privatização da Reitoria por quem não de direito, apenas cumpriu – sem exageros ou erros – sua prerrogativa. Que fique a lição. A Universidade é um templo do saber e da convivência. Estes lá são e devem ser para sempre protegidos de todas as maneiras.
    2. Por aqui ando lendo demais termos como “unidimensionalidade ideológica”. Esse é um mal de longa data do assim chamado movimento estudantil, não das instituições apenas. Ao mesmo tempo em que critica-se tal “imposição”, os “iluminados” líderes estudantis criam um espaço de manifestação onde apenas sua concepção de mundo é válida ou legítima, alienando a maioria e se esquivando do debate amplo, aberto e feito de dissenso. Dissenso inclusive ideológico. Eu vi o debate da última noite da Reitoria ocupada. No microfone, ninguém que a contestasse (contei uns 70 alunos no Pátio e número igual ou maior nos entornos). No entanto, conversando pelos corredores, o que via eram posicionamentos contrários à invasão arbitrária da reitoria, à estratégia, aos postulados dos ocupantes. E, principalmente, de elementos alienígenas, como militantes de partidos e organizações partidárias sem vínculo com a universidade tomando a frente da ação. Enquanto o “ME” não for capaz de refletir e representar os interesses imediatos e pluralidade ideológica do alunato, jamais será legítimo, jamais falará em nome de ninguém. De resto, a ditadura do marxismo vulgar e inculto na universidade já deu o que tinha de dar – não foi nada de bom.
    3. Uma coisa que me assusta nas notas do movimento, impressas e distribuídas pelos corredores universitários é sua completa falta de desejo de construir instituições, seu desprezo latente pela liberdade de um de todos. Explico. Uma comissão, formada “ad hoc” quer discutir com a reitoria. Um grupo “x” quer isto, todos pequenos grupos falam em nome de todos. Um tirano oferece a sua própria tirania em contraposição à de outro. Que belo convite à aniquilação! Se nosso orgulho é a participação nos assuntos do todo, não caberia revitalizar a representação, nem que repensada, institucionalizada dos estudantes e professores nas instâncias deliberativas? Acompanhar gastos, indicar prioridades, fiscalizar execuções de verbas, acompanhar? E aproveitar o redesenho para forçar o que esta universidade – e todas as universidades no Brasil – mais precisa: ser uma universidade? Adotar o diálogo entre os diferentes campos do saber, acabar com feudos departamentais, com “grupos de pesquisa” que bebem verba pública para nada fazer, a não ser alimentar a disputa de egos entre uns e outros, a não comunicação entre cursos e áreas. A pós-graduação distante da graduação. Por que não criar um ciclo básico, por exemplo? Por que não exigir que grupos de pesquisa e TCCs, p.e., tenham representantes de diferentes cursos afins? Por que não ousar buscar a excelência, e dar um modelo ao País? Isso decerto é mais difícil, exige mais responsabilidade e sofrimento e oferece menos pirotecnia e oportunidades de aliviar a consciência fazendo farra. Mas é a única coisa da qual poderíamos nos orgulhar.
    4. No entanto, apesar de provavelmente não partilhar da opinião do Gustavo Assano, “bixo” entusiasmado como eu fui (e, de certa forma, continuo a ser), manifesto meu respeito a ele e concordo com muitos pontos – na verdade, vejo o mesmo problema, mas vindo de outros lados e com talvez outras soluções. Acho especialmente feliz sua recordação da Orestéia. Nossa geração tem a triste tarefa, digna de um Sísifo, de tentar “impedir que o mundo se desfaça”. De recuperar os espaços políticos e intelectuais e impedir que a necrose das idéias e da tecnocracia gangrene até matar qualquer chance de salvarmos nossa criatividade, inteligência, saber… E, numa última conseqüência, nossa própria civilização. Esta geração e a seguinte devem ter o mais pesado fardo a carregar pelo Brasil. No entanto, nossa rebeldia ainda fede à naftalina de idéias podres; a novas uniformidades e revoltas “pro forma”. Vamos realmente pensar, criar e fazer algo, ou passaremos o resto de nossa existência sem ideais, parasitando Maio de 1968 francês, enquanto “queimamos um” e saímos por aí contando para os amiguinhos que a gente peitou o choque da mesma maneira (uma mentira para aliviar a consciência) que aqueles que lá estavam em 1977? Socialismo ou barbárie? Argh! Que dicotomia velha e perversa! Que socialismo, que barbárie? Precisamos de diálogo, saber e consciência. Novas alternativas ou anomia!
    Gratos pela atenção.

    O 444

  18. danilous Disse:

    Socialismo ou barbárie? Argh! Que dicotomia velha e perversa! Que socialismo, que barbárie? Precisamos de diálogo, saber e consciência. Novas alternativas ou anomia!

  19. Informe de ultima hora Disse:

    Meninos e Meninas

    Informe Especial

    Caso não tenham avisado vocês o socialismo morreu, e não, nunca deu certo.

    Grato pela Atenção

    Podemos voltar à programação normal

  20. ocupapuc Disse:

    Concordo… Não é socialismo ou barbárie… Pq a barbárie já está aí dia após dia… Agora ou levanta contra o que está aí ou afunda mais ainda…

  21. jÃO Disse:

    CONCORDO COM OCUPACU.

    FOI MESMO UMA BARBÁRIE A INVASÃO DA REITORIA, COM A DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO PRIVADO EM NOME DE IDEAIS DESCONEXOS.

    A BARBÁRIE ESTÁ AÍ…SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER…

  22. JO Disse:

    PRONTO, O PESSOAL DA INVASÃO VOLTOU DO FINAL-DE-SEMANA REGADO A MACONHA E CHURRASCO, E AGORA TORNA A POSTAR AQUI.

    QUE BELEZA…CADA VEZ QUE VEJO PROPAGANDA DOS CANTORES DA UNIBAN, ME LEMBRO DOS INVASORES DA PUC “ESTUDANTES DO BRASIIILLLLLL”.

    E DÁ-LHE CAUBY !!!

  23. João Disse:

    1977 acabou ……… ufaaaaaaaaaaaa ! Querer comparar aquela época e aquelas causas as reivindicações atuais é ridículo…..

    A era Ronca acabou. graças a Deus !!!!!!!!!!!!!!

  24. Mario Disse:

    E a Jaqueline tava lá ? Fala bem, é bonita…mas coragem mesmo faltou….alias tiraram 132 porque tinha festa né ? Senão, eram 6, no máximo.

  25. Plinio C. de Oliveira Disse:

    Rá Rá Rá. o CHOQUE chegou e os pé sujos correram (se mijando). podem esperar que a parada tá só começando. lugar de petralha e dormesujo é cortando cana em cuba com o dinheiro do papai e da mamãe. Cavera Neles>>>>>

  26. Plinio C. de Oliveira Disse:

    TÀ NA hORA DA mAURA CRIAR A bOLSA cHURRASCO. oS dORMESUJO ESTUDAM (DE VERDADE) E EM TROCA ESQUENTAM UNS ESPETINHOS NA PORTA DA REITORIA PRA MOÇADA.
    CAVERA NELES>>>>>>>>

  27. verdade Disse:

    bando de hipócritas e covardes.
    querem ir na rabeira das invasoes das federais que tem motivos completamente diferentes.
    o redesenho está sendo discutido há mais de um ano.
    tem 3 propostas grandes EM DISCUSSAO.
    desses alunos, pseudo-zeladores da puc, NAO TEM NENHUMA!
    nao podia se esperar outra coisa
    de pessoas sem caráter, que sao massa de manobra da Apropuc.
    Já que nao temos capacidade de construir, vamos destruir !
    COVARDES !

  28. Plinio C. de Oliveira Disse:

    FALTOU CHAMAR O BOPE.
    EM TEMPO: QUEM FINANCIA O MOVIMENTO ESTUDANTIL NO BRASIL? É O GOVERNO LULLA? O FORO DE SAO PAULO E AS FARCS? A MAMÃE E O PAPAI? O TRÁFICO DE DROGAS NO CAMPUS? TODAS AS ALTERNATIVAS ANTERIORES?
    DINHEIRO PRA FICAR BOLADO TEM. DESTA VEZ PERDEU NENEM.
    CAVERA NELES>>>>>>>>

  29. verdade Disse:

    outra: VOCES NAO REPRESENTAM PORRA NENHUMA !
    bando de pelego, lambe-saco da Apropuc

  30. Paulo Disse:

    MOACYR SCLIAR
    A universidade revisitada

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    É claro que, se faço malhação, se nado, se me visto bem, tenho de me maquiar de acordo, você não acha?
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    Para atrair estudantes, universidades oferecem serviços de shoppings. Sala de videogame, salão de beleza, minishopping, piscinas, academia. Para atrair universitários, instituições particulares de São Paulo têm seguido o modelo norte-americano e investido cada vez mais em infra-estrutura. Cotidiano
    - ENTÃO, MINHA FILHA, como foi seu dia na universidade hoje?
    - Ah, mamãe, foi ótimo. Cheguei muito cedo porque o minishopping estava com uma promoção: vestidos e bolsas a preços fantásticos, mamãe! Comprei um vestido fabuloso. E comprei uma bolsa, e sapatos, e presentes para todas minhas amigas… Olhe só a quantidade de sacolas! Maravilha, mamãe. Maravilha.
    - Sim, filha, estou vendo que as compras foram muito boas. Mas-
    - Espere, não terminou. Terminadas as compras, resolvi malhar um pouco. Afinal, a gente tem de ficar em forma, não é, mamãe? De nada adianta comprar um vestido elegante se eu não puder entrar nele. Então, fui à academia. Sim, porque a universidade agora tem uma academia fantástica. Esteira, step, pesos, tudo que você pode imaginar. E um professor que é ótimo, uma simpatia. Malhei lá até quase o meio-dia.
    - Muito bom, filha, manter a forma é ótimo, mas-
    - E não fiquei só na malhação. Saindo dali fui nadar. Que piscina, mamãe! Piscina térmica, enorme… Nadei uma hora. Uma hora, mamãe! E isto que você me acusava de preguiçosa!
    - Retiro esta acusação, filha. Mas o que eu queria lhe perguntar é-
    - Depois fui ao salão de beleza. A universidade tem um excelente salão de beleza, com gente competente, sofisticada. E é claro que, se faço malhação, se nado, se me visto bem, tenho de me maquiar de acordo, você não acha? Passei uma hora e meia lá, mas valeu a pena. Aliás, dê sua opinião: você não acha que valeu a pena?
    - Valeu a pena, mas-
    - Aí fui almoçar. Temos um restaurante ótimo, lá, comida japonesa, essas coisas. Uma delícia, mas não exagerei. Depois da academia e da piscina não tinha sentido, não é mesmo?
    - Claro, mas o que eu queria saber -
    - No almoço encontrei uma amiga que me desafiou para jogar videogame. Você sabe que não gosto muito disso, mas você também sabe que não recuso desafio. Lá fomos nós para o videogame, e, modéstia à parte, assombrei o pessoal que estava lá. Minha amiga chegou a ficar com inveja. E aí contei a ela que desde criança sempre fui boa nessas coisas. Não é verdade, mamãe?
    - É, mas o que eu queria lhe perguntar -
    - Deus do céu, mamãe, você é muito chata. Eu lhe contando sobre as coisas que fiz na universidade e você repetindo “eu queria lhe perguntar, eu queria lhe perguntar”. Pergunte, então. O que você quer saber?
    - Eu queria saber como foram suas aulas…
    - Aulas? Aulas? Meu Deus, mamãe, sabe que eu esqueci de ir às aulas? Esqueci completamente, mamãe. Que coisa! Que falta de memória. Aliás, já que estamos falando nisso: que curso, mesmo, eu estou fazendo, mamãe?

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    MOACYR SCLIAR escreve, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas na Folha

  31. dá-lhe o choque! Disse:

    1- Eu nunca vi uma pessoa escrever tanta coisa maluca e sem sentido.
    2- cumunistada acampada, vocês erraram em duas coisas: não é invadindo a reitoria que se consegue nada. Deveriam se rebelar contra a inadimplência, não acham? Ou é justo que todos paguem mensalidades exorbitantes para que outros possam frquentar as aulas for free?? Acho que isso não é bem comunismo também.
    Segundo: Acho que a maioria na PUC concorda com o mérito da questão. Ninguém quer ver a faculdade piorar, mas vocês nao sabem conversar, argumentar, e convencer, e por isso, partem pra ignorância.
    O que fizeram não é legítimo. Alguma vez vocês pensaram que isso iria dar certo?? E a Maura ia ficar compadecida e resolver deixar o redesenho pra lá??
    PAREM DE NOS FAZER PASSAR VERGONHA! NEM TODO ALUNO DA PUC É LOUCO, MACONHEIRO, BÊBABADO E DANIFICA O PATRIMONIO DA FACULDADE! NEM TODOS NÓS SOMOS COMUNISTAS ACÉFALOS. VOCÊS NÃO REPRESENTAM A PONTIFÍCIA!

  32. Jr. Disse:

    Não vou comentar sobre os posts aqui que criticam qualquer atitude e mobilização do pessoal (por mais malfeita que seja) sem mostrar outra alternativa, ou, a alternativa que eles traçaram para ajudar nos rumos da universidade, concordo em muitas coisas que o “444″ disse, porém existe um defeito, eles defendem a democracia, vc naum viu nenhuma critica ao que estava acontecendo, na minha opinião devia ter mostrado coragem e autonomia pra chegar la no microfone e fazer suas críticas, pois, qdo eu não concordei com aquele batuque que a galera fez na prainha eu fui lá avisar eles que aquilo ali tava errado e expliquei os motivos, apontei os erros pra quem estava cometendo mas aberto a diálogo, da mesmo forma que vc criticou, apenas criticou (insisto como em outros posts, muito boa por sinal e construtiva) mas se vc tem um melhor modelo para organização estudantil (assim como eu, e como foi organizado na minha sala) devia ir la e apontá-lo, explicá-lo, não se pode esperar mudanças com apenas críticas ao blog, as ações do movimento, o pessoal continua hoje com ações relacionadas ao redesenho, está convidado e por favor peço sua voz para apontar erros e ajudar numa construção decente, gostaria que todos participacem e mostrassem sua voz,não apenas criticar.
    Agora não estão mais na reitoria, porém continua as ações contra os modelos atuais de redesenho, espero ajuda de todos (inclusive daqueles que babam ovo da reitoria sem ao menos saber o que pode acontecer com seu curso, afinal perder bons professores nunca foi bom, aconteceu em economia, ja vi reclamações também da FEA). Que cada curso levante suas necessidades e suas propostas, todos sabem que não foi amplamente debatido o redesenho, não está sendo mas devia ser a principal bandeira do movimento para construção e melhorias além de enfrentar a tal lenda da crisa (a reitoria não abre suas contas, quem sabe o que acontece com todo o dinheiro?). Eu como um simples estudante independente convido a todos os cursos (se julgarem necessário mostrar suas demandas, suas contribuições e reclamações) para construção de um novo redesenho, não precisamos de várias propostas se for amplamente debatido acredito que com o tempo apenas uma vai se formando com as nessecidades e possíveis contribuições ao corpo da universidade.

    Aqui fica um convite aos opositores e apoiadores do movimento contra esses modelos de redesenho.
    Juarez – C. Sociais

    “Seja a mudança que você deseja ver no mundo, faça VOCÊ mesmo”

  33. Jr. Disse:

    dá-lhe o choque!:

    do grupo da minha sala para reconstrução de um novo redesenho foi discutido a situação de inadimplência e como os inadimplentes podem renegociar suas dívidas, e o seu grupo o que preparou para o redesenho ao invés de mandar os outros fazerem por você?

  34. ocupapuc Disse:

    Dá-lhe,

    Paulo Freire, Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Perseu Abramo e vários outros pensadores que fizeram a PUC ter o nome tão celebrado hoje iriam repudiar completamente todas as ações desta Reitoria e ficar ao lado dos estudantes que ocuparam o prédio.
    Bom lembrar que os nomes citados acima eram todos comunistas e pensadores renomados da sociedade brasileira, tenho total certeza do apoio deles à causa colocada pelo movimento.
    Porém hoje a discussão colocada em pauta não é a ocupação ou não do prédio da Reitoria, mas sim o quão autoritária é esta gestão, pois a ocupação só foi o ápice de uma série de tentativas de diálogos com a profª. Maura Véras e companhia.
    A entrada do Choque na madrugada de sexta para sábado só contribui ainda mais para provar o quanto eles não estão dispostos a dialogar sobre as mudanças que a PUC vem passando com a comunidade e isso é dar as costas para a história construída por pessoas como profª. Nadir Kfouri, Paulo Freire, Octavio Ianni, Perseu Abramo, Florestan Fernandes, entre outros milhares de professores, estudantes e funcionários que construíram o nome de ensino e pesquisa representado hj pela nossa universidade…
    Não foi essa Reitoria que construiu isso, eles não participaram do processo do qual tanto há orgulho de se fazer PUC… Na verdade eles apenas destroem o nome e legado deixado por grandes pessoas que já compuseram o corpo docente, discente e de funcionários dessa universidade…

  35. Giulliano Disse:

    Usar de jargões e clichês como crítica não causam efeitos, poucos até agora

    foram capazes de criticar a ocupação com argumentos significantes, e os que
    se utilizam de expressões moralistas como “comunistas”,

    “pseudo-intelectuais” ou idéias sem fundamentos, por exemplo considerar os estudantes da ocupação como um bando de vagabundos, fazem parte da grande massa irracional controlada pelo equiparato da opnião pública que impede os indivíduos de criarem suas próprias opiniões.

    Para aqueles que consideram a ocupação como uma derrota, após uma repressão física por parte da polícia e da reitoria se enganam, pois idéias

    e palavras não se extinguem pela força. É preciso mais do que cacetes e clichês para derrotar uma luta legítima.

  36. dá-lhe choque! Disse:

    ‘parte da grande massa irracional controlada pelo equiparato da opinião pública que impede os indivíduos de criarem suas próprias opiniões”????????????????????????????
    ninguém pode ser contra a invasão por si próprio?? precisa ser sempre influenciados pelos equiparatos, colega? Olha que isso já criou ditaduras antes!!!
    A sua verdade é universal??
    Por isso que ninguém leva vcs a sério!!!!
    e olha quem usa jargões.
    Além do que, prezado ocupapuc, estes caras ilustres viveram em outra época… quando o comunismo ainda debatido. Hoje já se mostrou falido. caiu por suas proprias fraquezas. Vivemos em um mundo diferente, já sabemos o que funciona e o que não funciona. Sabado vc acprenderam que invadir a reitoria e contrariar o estado e os alunos, NÃO FUNCIONA!

  37. O 444 Disse:

    O que mais assusta nessa história é nossa incapacidade de manter o diálogo sério que algo como o ensino superior e a continuidade da relevância acadêmica de nossa PUC exige. Que negócio é esse de BOPE, de xingamentos para cima e para baixo? Medo ou incapacidade de discutir idéias. Quem não é capaz de discutir não é capaz de estar na universidade – portanto, é estranho à idéia de um movimento estudantil salutar. Devo destacar aqui, além do autor da postagem orginal, Assano, me alegro – ainda que tenhamos divergências – ao ler o comentário do Juarez. Me faz ter esperança de que o “orgulho de ser PUC” volte a ser algo mais do que uma peça publicitária sobrevalorizada com foto da reitora e propaganda na televisão. Ou um jargão daqueles dispostos a fazer a revolução no “shopping”, liderar massas (com uma camiseta “Che Guevara ‘by’ Daslu”) ou uma forma de comprar um diploma a prestação.
    Indo por partes
    1. Interessante o artigo do Scliar. No entanto, cabe notar uma coisa: clube, lojinhas inúteis e similares não são sinônimos de infra-estrutura. Agora, uma universidade com vários cursos na casa dos R$ 1000,00, além de ter a obrigação de ter professores de ponta, deve ter sim a infra-estrutura necessária compatível. Ou seja, uma biblioteca capaz de se expandir e renovar sem jogar fora os tesouros que tem (quem se informa sobre a realidade da PUC sabe do que falamos); salas de aula com mesas e cadeiras em condições de uso; laboratórios de informática idem; assinaturas de periódicos; salas de aula que não pareçam presídios superlotados e com goteira; material didático (como mapas, projetores, etc.); laboratórios… A lista é longa, mas parece que os representantes do ser aluno esquecem-se dessas necessidades básicas. E tem a necessidade, se queremos construir uma universidade democrática e blá,blá, blá, de ter suas contas divulgadas e acompanhadas por uma sociedade acadêmica (alunos, professores…) com seriedade. Ficar reclamando e não por mãos à obra é fácil.
    2. Parte da luta que a História impõe aos estudantes da PUC – e seu próprio caráter de universidade humanista – não se restringe a seus muros. Aliás, isso é algo que temos de ter sempre em mente (e, no mais das vezes, não o temos). A pesquisa deve impactar a sociedade, assim como a prática docente visa formar cidadãos. Agora, tem coisas que são internas. A solidariedade é fantástica e louvável. Mas, questões como o redesenho são internas em sua principal luta, não cabendo presença alienígena – seja de partidos querendo hegemonia ou grana, seja de colegas de movimento estudantil de outras paragens. Isto porque corre-se o risco de simplesmente alienar o principal interessado – o conjunto da comunidade puquiana – para promover encontros de agitadores profissionais que já estão do mesmo lado. Faz-se proselitismo pessoal, mas esquecemos de botar a casa em ordem. Isso não exclui a contribuição por idéias de quem quer que seja ou a solidariedade mais firme quando O CONJUNTO DA COMUNIDADE for levado a tomar alguma atitude mais delicada.
    3. Alguns de nós acompanhamos uma época quando as invasões da reitoria estavam, e isso corria solto nos corredores, numa espécie de calendário oficioso da universidade. Tinha todo ano, com os mesmos objetivos e, claro, com os mesmos resultados (ou seja, nenhum). Hoje, aqueles com algum traço de memória chamam isso de Era Ronca. Um período interessante, quando o atual conselheiro do Governo Federal para educação superior mostrou partilhar a crença de que dinheiro do Estado ou das instituições dá em árvore (afinal, abriu mão até de ter Vice-Reitor Administrativo), os alunos profissionais (categoria tão espúria quanto os políticos profissionais) brigavam com aqueles que queriam saber para onde ia o dinheiro e por que… O resultado? Mensalidades lá em cima, êxodo de professores interessantes e interessados (e não falamos apenas daqueles demitidos) e um rombo orçamentário colossal (para nem mencionar a infra-estrutura). Mesmo hoje, não olhar para um déficit que caminha para R$ 25 mi / ano é loucura! Alguém que queira lucrar com isso, mesmo que politicamente, devia ser expulso a pontapés.
    4. O redesenho é uma ótima oportunidade para forçar o debate. Aliás, cadê a representação discente nos Conselhos (do CD ao CONSUN)? Elas ficam apenas declarando suas opiniões, vão às reuniões? Aonde estão que não divulgam o que está havendo perante seus representados? E os Centros Acadêmicos – que devem trazer a discussão, efetivamente, àqueles que representam (representam, repito, não dirigem)? E os ex-alunos? E professores como o Carlos Eduardo (Economia) que apontam os problemas há tanto tempo e não são ouvidos por ninguém.
    5. Sem essa de repudiar a Cúria. Aliás, devíamos dar graças por eles não aplicarem o Código Canônico como lhes é de direito (a universidade é Pontifícia). Lembremos que, além de manterem uma mínima interferência (diria-se que é mais para se inteirar que para interferir), eles estão obrigados a fazer algo desde que o então Grão-Chanceler Hummes foi obrigado pelo Ministério Público a assinar um Termo de Ajuste de Conduta. A igreja católica faz parte da universidade pontifícia, gostemos ou não.
    6. Jr., quando era época de alguns de nós questionarmos posturas do auto-proclamado ME (hoje, alguns somos ex-alunos), garantimos que o fizemos de todo jeito. Até cadeirada tomamos durante um debate na prainha. Cadeirada vinda imagine você de quem. O que acontece hoje é que os grupos que discordam, ao invés de promoverem o debate em termos respeitosos para ganhar corações e mentes, além de chegar a uma posição de consenso, simplesmente se isolam e atacam os outros quando se cruzam. Parece torcida organizada. As claques, as massas, de lado a lado não se misturam. Talvez pessoas como você tenham um papel fundamental para mudar isso. A própria disposição em trazer idéias aqui significa isso. Na posição atual em que estamos, não podemos interferir sempre no debate – o patrulhamento ideológico é feroz. De toda forma, sua crítica tem procedência.
    7. Como já dissemos, os CAs deveriam tomar a dianteira do processo de discussão, pois é essa sua obrigação. Eles que podem trazer as diferentes experiências e demandas, e institucionalizar uma via de representação que se prolongue no tempo e no espaço universitário. Caso contrário, caímos num nomadismo condenado a sempre voltar ao mesmo lugar. Veja que não falamos de CCAs ou o que o valha… São os CAs promovendo o debate entre seus representados (a partir de cada sala, cada período, cada caso de organização criativa) e trazendo tal experiência para todos. A última coisa que precisamos é de “colégio de líderes”.
    8. Houve auditoria das contas há algum tempo, e o que sai no CONSUN em relação às contas é assustador. Mas, o ponto principal é esse: os estudantes devem exigir transparência das contas e controlá-las, com ajuda profissional independente se preciso. Mas, e isso saúdo na mensagem do Juarez, devem buscar de toda forma saber do que estão falando. O patrimônio da PUC não de um outro qualquer, mas de toda comunidade puquiana. De qualquer maneira, parabéns por sua postura. Aproveitando, vamos lançar um ciclo de debates sobre o redesenho que a PUC precisa para alcançar equilíbrio, excelência e cumprir com seu papel democrático (interno) e comunitário (externo)? Cada curso ou salapoderia fazer encontros prévios e seria feita uma assembléia no final… É até uma boa demanda para apresentar publicamente à Reitoria e à Fundação, exigindo que fosse criado um calendário conjunto.
    9. A legitimidade é criada pela convivência e concordância dos cidadãos envolvidos, não pelo atropelo calcado na mera força (não, não falei da polícia). E nem exumando argumentos de autoridade póstumos. Senão começamos um debate teológico para ver com quem a alma de A ou B cerraria fileiras… É isso a autonomia e criatividade de um acadêmico? Se esconder para sempre atrás de um fantasma? Aliás, não foram apenas comunistas que engrandeceram o nome desta Casa. E, uma vez mais, 1968 e 1977 estão mortos. Novos tempos, novas lutas. A História não se repete, disse alguém.

    O 444

  38. Jr. Disse:

    dá-lhe choque!:

    Quem vc contraria além do pessoal que tava na ocupação?

  39. Roberto Disse:

    Parabéns pelo texto, uma pena ter tanta gente que tenta agredir o movimento com clichês bobos e preconceituosos, defendem algo que nem sabem o que é, por exemplo, o Redesenho, os sujeitos dizem que ainda está em discussão, sendo que o prazo para mais proposta acabou e a única coisa que haverá agora será a votação no CONSUN.

  40. Jr. Disse:

    Vlw pelo elogio e por alguns erros meus, sou ainda do primeiro ano e to vendo mesmo muitos defeitos e a questão de que parece guerra de torcida por cursos. Não sei o que pode acontecer mas ja andei conversando com um pessoal pra dar a cara a tapa pra tentar unir o pessoal num debate realmente democrático e não organização partidária (parte representada por alguns CA’s). Tá estranho e perdão eu achar que todos são alunos e vlw pelo apoio gostaria de gente como vc pra acabar com apatia e guerra desnecessária entre os cursos da universidade.
    abraço

  41. Nota sobre a correção Disse:

    Para o joao, a quinta pessoa que comentou este post, e para outros que levantaram dúvidas semelhantes:

    O movimento que realizou a ocupação e que proporá pautas esta noite em assembléia geral não é de caráter socialista. O posicionamento expresso no texto antes da alteração concerne às convicções políticas do próprio autor. O texto foi escrito em outro contexto, adverso ao de qualquer publicação. Por esse deslize, apesar do aforisma que levantou a polêmica não se referir diretamente à ocupação ou ao movimento, o autor pede desculpas pela ambigüidade que possa ter causado e pela possibilidade de ter ofendido ou deturpado as afirmações objetivas daqueles que apóiam os estudantes que ocuparam a reitoria.

  42. PLINIO C OLIVEIRA Disse:

    Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR)
    por Carlos I.S. Azambuja em 19 de setembro de 2007

    Resumo: Organização maoísta mantida com verbas obtidas sob a fachada de uma ONG dedica-se a preparação do terror revolucionário no Brasil.

    © 2007 MidiaSemMascara.org

    O Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), segundo o site http://www.estudantesdopovo.hpg.ig.com.br, foi constituído num Encontro realizado no período de 29 de abril a 1 de maio de 2001, por um grupo de militantes maoístas que rompeu com o “reformismo” do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) no Congresso dessa entidade, realizado em 1995 em Goiânia. Esses estudantes decidiram não mais participar da UBES e da União Nacional de Estudantes (UNE). Em 2000, no I Encontro Nacional dos Estudantes do Povo, em que foi constituído, o MEPR, em uma declaração, assinalou que se guia por dois princípios: “servir ao povo de todo o coração” e “ser tropa de choque da revolução”. Foi o seguinte o caminho percorrido por esse Movimento:

    - 1995 – Rompimento com o nacional reformismo do MR-8 e a da UBES no congresso de Goiânia.

    - 1997 – Marco da posição anti-imperialista: manifestação contra a ALCA e o Mercosul, durante o Encontro das Américas, em Belo Horizonte.

    - 1999 – Apoio à luta da ocupação de sem-casas na Vila Bandeira Vermelha em Betim- MG.

    - 2000 – I Encontro Nacional dos Estudantes do Povo – decisão de constituir o Movimento Estudantil Popular Revolucionário.

    - 2001 – Realização da I Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo.

    - 2002 – II Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo.

    - 2003 – Manifestação no consulado do Estados Unidos, no Rio de Janeiro, contra a agressão ianque no Iraque.

    - III Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo.

    Em março de 2003, no Rio de Janeiro, um grupo de cerca de 30 militantes do MEPR, com pedras e coquetéis molotov protestou no centro da cidade contra a guerra no Iraque; quebraram vidros do Consulado dos EUA, apedrejaram carros da Polícia Militar e lançaram explosivos contra o prédio da representação diplomática. Agências bancárias, do Banco do Brasil e Banco Itaú, e uma lanchonete da rede McDonald’s também foram alvos de ataques. Quando da baderna, panfletos do MEPR com o título “Viva o heróico povo iraquiano. Morte às tropas assassinas norte-americanas”, foram distribuídos.

    Em setembro de 2003, atendendo ao convite da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas, militantes do MEPR compareceram ao 3º Congresso da Liga, realizado na cidade de Jaíba, Norte de Minas Gerais, no final de setembro, onde cerca de 4 mil famílias estão em luta pela terra. Em julho de 2003, militantes do MEPR já haviam estado nas cidades de Jaíba e Manga, ambas em Minas Gerais, participando dos preparativos desse Congresso. Isso, sem dúvida, configura que o MEPR é o braço estudantil da Liga dos Camponeses Pobres, apenas mais um dos cerca de cem grupos organizados de sem-terras atuantes em todo o Brasil, defendendo abertamente uma revolução agrária. A Liga dos Camponeses Pobres é, por sua vez, o braço camponês da Liga Operária Camponesa-LOC (uma cisão da organização Ala Vermelha que, por sua vez, já era uma cisão do Partido Comunista do Brasil), uma organização de linha maoísta. Pode ser assinalada a existência da Liga dos Camponeses Pobres no Norte de Minas Gerais, no Centro-Oeste de Minas Gerais e a Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia. Todas essas organizações tiveram origem nas Comissões Camponesas de Luta (CCL) que começaram a surgir no ano 2000. Em 23 e 24 de novembro de 2003 foi a vez da LCP de Rondônia realizar seu III Congresso, na cidade de Jaru, com a presença de cerca de 700 pessoas, além de um movimento de mulheres denominado Movimento Feminino Popular e de estudantes do Movimento Estudantil Popular.

    A LIGA INTERNACIONAL DE LUTA DOS POVOS (ILPS)

    A ILPS, entidade que reuniu organizações democráticas da Ásia, África, América Latina, América do Norte, Europa e Oceania, em Zutphen, Países Baixos, num Congresso ao qual compareceram 336 delegados e convidados, representando 232 organizações maciças de 40 países: Afeganistão, Argentina, Austrália, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Benin, Brasil, Burma, Canadá, Congo, República Dominicana, Equador, Inglaterra, França, Alemanha, Grécia, Índia, Indonésia, Irã, Itália, Japão, Luxemburgo, Malásia, México, Nepal, Países Baixos, Nova Zelândia, Nigéria, Noruega, Paquistão, Peru, Filipinas, Escócia, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Tailândia, Turquia e EUA, reunindo forças progressistas de todo o mundo, para lutar pela independência nacional, pela democracia e pela libertação social de encontro ao imperialismo e à reação.

    O Congresso elegeu um Comitê de Coordenação Internacional composto por 35 pessoas de diversos países. O Comitê é o órgão mais elevado de tomada de decisões, e elegeu, entre seus membros, um Grupo de Coordenação Internacional, composto por 10 pessoas. Esses órgãos ficarão sediados em Utrecht, nos Países Baixos.

    Ao Congresso de fundação compareceram delegações de 38 países, inclusive do Brasil. A delegação brasileira, estava assim composta:

    CEBRASPO (CENTRO BRASILEIRO DE SOLIDARIEDADE AOS POVOS)

    Raquel Scarlatelli

    Silvia Gomes

    Liga dos Camponeses Pobres

    Jose Francisco Gomes

    Liga Operaria Camponesa

    Gerson Lima

    Paulo Oliveira

    LIGA OPERÁRIA CAMPONESA E LIGA DOS CAMPONESES POBRES

    A Liga Operária Camponesa (LOC) é uma organização de esquerda, linha chinesa, cuja estratégia, como se sabe, é o cerco da cidade pelos campos, surgida de uma cisão da Ala Vermelha, em MG (OBS: a Ala Vermelha, também seguidora da linha chinesa, fundada nos anos 60 e desmantelada quando da luta armada dos anos 60 e 70, foi reativada em decorrência de uma cisão no PCR-Partido Comunista Revolucionário, ocorrida em 1999). A Liga dos Camponeses Pobres, em MG, e o Movimento Revolucionário dos Sem-Terra, em Rondônia, são o braço camponês da LOC.

    A LOC defende abertamente a luta armada no campo em longo prazo (recorde-se que a Guerrilha do Araguaia, também de linha chinesa, teve seu nascimento ainda no governo João Goulart, quando, em março de 1964, diversos militantes do PC do B foram mandados a Pequim receber treinamento militar. Esses militantes, no regresso, a partir de 1966 começaram a se radicar na região do Araguaia e a guerrilha somente foi descoberta, por acaso, em 1972!).

    O Movimento Camponês Corumbiara era constituído por uma maioria de bandidos e pistoleiros que exploravam os genuínos trabalhadores rurais, através da cobrança de “taxas”, como ocorre na Colômbia com as FARC, e no Peru, com o Sendero Luminoso. Esses bandidos e pistoleiros agora integram o Movimento Revolucionário dos Sem-Terra.

    Estima-se que a linha radical da LOC tenha atraído cerca de 300 militantes (observem: militantes e não sem-terra) distribuídos em pequenas equipes em glebas de terra invadidas. A função desses militantes seria semelhante a dos Comissários Políticos na Rússia após a Revolução Bolchevique, ou seja, representantes do partido junto ao povo.

    A LOC inicialmente, aproximadamente no ano de 2000, ou até antes, recebia repasses, em MG, de uma entidade denominada Instituto de Educação do Trabalhador, do governo do Estado, bem como doações vindas do exterior.

    Em 29 de março de 2002, o Jornal da Tarde registrou a presença no Brasil do “comandante Bernal” (possivelmente Carlos Bernardes), das FARC, atuando junto a lideranças da LOC e do MRST, objetivando, segundo a matéria do JT, convencê-los à não realização de ações radicais. O “comandante Bernal” diz-se agrônomo e cafeicultor na Colômbia e garante ter evitado uma série de quatro seqüestros políticos a empresários antes das eleições de 1998, no Brasil. Bernal diz-se um dos 10 integrantes do comando superior das FARC e, ao longo dos últimos três anos esteve oito vezes em território brasileiro, viajando sem restrições por São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rondônia. Diz a matéria do JT que em março de 2001 Bernal estava em São Paulo, no Hospital da Beneficência Portuguesa revisando uma cirurgia de redução de hérnia feita 4 meses antes. Segundo Bernal, em julho de 1998, a LOC assaltou uma Agência Postal em Porto Velho, levando cerca de 50 mil reais. Um mês depois, ainda em Rondônia, 5 homens estouraram os cofres de uma agência do Banco do Brasil em Machadinho do Oeste. Diz ainda Bernal que o MRST teria cerca de 300 combatentes, cujas raízes, da mesma forma que as da LOC, podem ser encontradas no interior de MG. Um dos líderes da LOC, talvez o mais importante, “Boné” (trata-se de Albênzio Dias de Carvalho), seguindo o modelo das FARC, paga um soldo de 300 reais a seus milicianos. Em Serro, Vale do Jequitinhonha, local de atuação da Liga dos Camponeses Pobres, há um campo de treinamento militar. Também em uma área de terreno hostil, conhecida como Iaipú, a 400 km de Porto Velho é feito treinamento militar. Com o dinheiro recebido de ONGs internacionais, a LOC adquire equipamento pesado, fuzis russos AK-47 e americanos AR-15, além de submetralhadoras UZI israelenses. Segundo Bernal, por sua interferência direta, dois dirigentes, Estevão Moraes e Vazim de Souza foram levados por 6 meses a um centro de treinamento em La Sombra, Colômbia. Bernal, que diz ter aderido à guerrilha em 1983, é formado em Agronomia na Colômbia e pós-graduado na Inglaterra, fala quatro idiomas além do espanhol: russo, chinês inglês e português. Tem cabelos grisalhos, é baixo, atarracado, aparenta 55 anos e veste-se com surpreendente elegância quando fora da selva.

    A respeito das declarações acima, registre-se que no município de Serro, Vale do Jequitinhonha, há uma fazenda de propriedade de Ricardo Carvalho, irmão de Albênzio Dias de Carvalho, o “Boné”, acima citado, que está vivendo na clandestinidade.

    Albênzio Dias de Carvalho é o principal ideólogo da LOC: metalúrgico de profissão, nascido em 05 de maio de 1954 em Gouveia/MG, identidade nº 668.352-SSP/MG, casado com Maria de Fátima Oliveira. Entrou para o Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8) em 1978 e já em 1979 integrava o Comitê Regional MG dessa Organização. Em 23 de maio de1980 foi detido em BH vendendo o “Hora do Povo”, jornal porta-voz do MR-8. Nesse mesmo ano de 1980 passou a integrar o Comitê Central do MR-8 e em 1982 a Comissão Política do Comitê Central. Em 1981 foi candidato (derrotado) à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de BH. Em 1982 foi candidato (derrotado) a deputado estadual pelo PMDB/MG. Em 1987 foi nomeado para o gabinete de Raquel Braga Scarlatelli Pimenta, na Secretaria de Trabalho e Ação Social, passando a ter acesso às verbas do FAT e do Instituto de Educação do Trabalhador. Em 1990 foi candidato a deputado federal pelo PMDB/MG, sendo novamente derrotado.

    Uma outra liderança da LOC é Gerson Antonio Guedes Lima, também ex-militante do MR-8 e do Partido Comunista Revolucionário (PCR), que tem sede em Recife e muitos militantes em MG. Abandonou o PCR em 1999, quando foi reativada a Ala Vermelha e, em seguida, foi um dos fundadores da LOC. Foi presidente da Associação de Moradores de Vila Corumbiara, em Corumbiara, Rondônia. É filho de Gerson Santos e de Cleci Guedes Cota, profissão metalúrgico. Foi militante do MR-8 desde pelo menos 1980, quando foi detido no bairro Barreira, em BH, vendendo exemplares do jornal “Hora do Povo”. Já em abril de 1983 seu nome constava no expediente desse jornal como gerente do “Hora do Povo” em BH. Foi preso, juntamente com outras três pessoas, em junho de 1983, em BH, pela Polícia Militar e encaminhado ao DOPS/BH, por estar fazendo pichações no centro da cidade. Em 1989 viajou à Nicarágua integrando a 3ª Brigada de Colheita de Café. Assim como “Boné”, foi funcionário da Secretaria Estadual do Trabalho/MG durante a gestão do governador Newton Cardoso (1987-1991), com acesso às verbas do FAT para o IET-Instituto de Estudos do Trabalhador, presumivelmente uma ONG de fachada da LOC.

    Observe-se que Raquel Braga Scarlatelli Pimenta e Gerson Antonio Guedes Lima estiveram presentes no Congresso de fundação da Liga Internacional de Luta dos Povos, representando, respectivamente, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e a Liga Operária Camponesa.

    Uma pergunta: Será que os diligentes órgãos de Inteligência dezte país sabiam disso

  43. PLINIO C OLIVEIRA Disse:

    A ideologia da anti-ideologia
    por Olavo de Carvalho em 11 de setembro de 2007

    Resumo: O mal não está na mera existência do pensamento ideológico, nem mesmo na sua onipresença na vida social. O mal aparece quando as esferas de atividade que deveriam ser orientadas por formas de pensamento mais exigentes e mais voltadas à descoberta da verdade se deixam infectar de ideologismo, como acontece, no Brasil, com a quase totalidade do que se produz sob o rótulo de “ciências sociais”.

    © 2007 MidiaSemMascara.org

    O sonho de um mundo “sem ideologias”, onde tudo seja resolvido por meio de critérios “pragmáticos” e “de mercado”, orienta hoje não só muitas decisões da classe empresarial mas a política externa de vários países e boa parte das opiniões em circulação no debate público sobre os mais variados assuntos.

    Para muita gente, o pragmatismo supra-ideológico – chamemo-lo assim, em falta de outro nome — adquiriu estatuto de sabedoria convencional ao ponto de que já quase ninguém percebe que ele próprio é uma ideologia, e aliás uma das mais grosseiras que o mundo já conheceu. A estrutura interna do pensamento ideológico caracteriza-se pela compressão forçada da realidade para dentro de uma única dimensão, portanto pela recusa ou proibição de examinar os fatos e aspectos que não caibam no padrão escolhido.

    Em geral os fundadores de uma ideologia sabem que ela é objetivamente falsa. Não a defendem porque crêem que ela descreve acuradamente a realidade, mas porque esperam que, se um número suficiente de pessoas acreditar no que dizem, a conduta delas se tornará mais previsível e manipulável na direção desejada.

    Toda ideologia é nesse sentido uma profecia auto-realizável: ela visa a criar as próprias condições sociais e psicológicas que lhe darão retroativamente uma aparência de veracidade. Mas no fundo a ambição dos ideólogos-fundadores é transcender a distinção de aparência e realidade, fazendo com que esta copie tão bem aquela que se torne indiscernível dela e acabe por se transformar nela efetivamente. Essa ambigüidade inata do pensamento ideológico escapa geralmente à quase totalidade dos seus aderentes e seguidores, sendo uma espécie de segredo originário bem guardado pelos fundadores e só acessível, em cada geração a uma reduzida elite dos discípulos mais talentosos e clarividentes.

    Todo ideólogo – inclusive o fundador – é por excelência um manipulador, mas, por isso mesmo, está sujeito a ser manipulado por seus adversários, na medida em que estes, sabendo de antemão como ele interpretará (ou fingirá interpretar) o curso dos acontecimentos, podem alimentá-lo de informações pré-selecionadas para induzi-lo a conclusões que sejam as mais interessantes para eles, não necessariamente para ele.

    Toda ideologia é assim um canal de desinformação, mas com mão dupla, no qual o desinformante está sujeito a ser ele próprio desinformado. Isso acontece quando o ideólogo, no afã de persuadir os outros, se deixa ele próprio persuadir pela sua ideologia, esquecendo-se de que ela era apenas um instrumento de ação, na origem, e passando a tomá-la como critério de explicação da realidade.

    No corpo total dos adeptos e propugnadores de uma ideologia, evidentemente os mais sujeitos a cair nesse erro são os círculos “exteriores” mais distantes do fundador, que já receberam a ideologia pronta e, não tendo participado da sua criação, são geralmente insensíveis à sua ambigüidade originária.

    O risco é maior se nem mesmo receberam a doutrina da sua fonte inicial, mas de segunda mão, como crença usual infusa na cultura ambiente. Assumindo como verdade objetiva a simplificação compressiva originária, tornam-se assim maximamente previsíveis e manipuláveis.

    No caso da ideologia aqui mencionada, o pragmatismo supra-ideológico, a ironia da situação é que um dos seus mais fortes atrativos retóricos é o apelo à “maturidade”, ao “realismo”, à “política de resultados” e à “objetividade dos fatos” (com forte respaldo “tecno-científico”) em oposição ao “romantismo” e à “fé irracional” que, segundo essa perspectiva, seria a característica eminente das ideologias em geral – isto é, porca miséria, das outras ideologias.

    Por meio desse viés o pragmatista supra-ideológico se torna o mais ingênuo e manipulável dos ideólogos no instante mesmo em que se imagina imunizado contra ilusões ideológicas.

    Na medida em que encara o mundo sub specie mercatus , ele fecha os olhos para todas as motivações humanas que não possam ser explicadas pelo cálculo econômico racional, tornando-se assim incapaz de prever as ações de tipos como os aiatolás muçulmanos, os generais chineses ou os homens da KGB. Quando se defronta com essas ações, ilude-se ao ponto de desprezá-las como irracionais, primitivas e destinadas ao fracasso, com o que ajuda esses seus adversários a passar por fracos para mais facilmente derrotá-lo.

    É claro que ao me referir a cálculo econômico não quero dizer que o pragmatista supra-ideológico explique tudo por fatores econômicos (se bem que ele o faça até com freqüência), mas que o tipo de raciocínio que ele emprega em todas as áreas de investigação e ação ao seu alcance — a diplomacia ou a guerra, por exemplo — seja estruturalmente o mesmo que emprega em economia, fundado no egoísmo racional dos motivos.

    É por isso que ações de longuíssimo prazo, que transcendem a expectativa de vida dos personagens envolvidos, não lhe parecem ter realidade em si mesmas, mas ser apenas construções ideológicas erigidas em cima de interesses mais imediatos e palpáveis – o que significa que ele não as compreende de maneira alguma.

    As derrotas vexaminosas do Ocidente na competição com o movimento comunista internacional – cada vez mais patentes por trás da ilusória “queda da URSS” – ou a impotência européia ante a invasão islâmica são os exemplos mais notórios.

    O pragmatismo supra-ideológico não só é uma ideologia, mas é mesmo uma das mais enganosas, já que a maior parte de seus seguidores lhe ignora totalmente as origens e por isso mesmo dificilmente se encontra entre eles um manipulador consciente: são praticamente todos vítimas da ilusão que propagam.

    Embora leve o nome da escola filosófica fundada por Charles Sanders Peirce e William James, essa ideologia tem pouco a ver com ela; e, embora seja hoje moeda corrente entre os liberais, ela se origina no que pode haver de mais oposto ao liberalismo, isto é, a tecnocracia positivista com seu sonho de substituir a vida política por uma administração científica centralizada.

    Os pragmatistas supra-ideológicos são tão inconscientes das implicações reais da sua escolha que nem percebem que a hegemonia da racionalidade econômica sobre os fatores ditos ideológicos e “irracionais” da vida social não traria jamais a vitória da liberdade de mercado, mas a expansão ilimitada da administração estatal.

    Um mundo sem ideologias é o mesmo que um mundo sem política – é o projeto da “sociedade administrada”, isto é, totalmente controlada, para o qual tantos liberais contribuem inconscientemente por meio de sua adesão ao pragmatismo supra-ideológico, que deveriam antes combater por todos os meios ao seu dispor.

    O discurso ideológico é, no fundo, nada mais que retórica – o tipo de pensamento que não é voltado para o conhecimento, mas para a ação imediata. A persuasão retórica é absolutamente indispensável à ação prática, na esfera privada como na vida pública. Querer eliminá-la é tão utópico – e tão ideológico – quanto querer suprimir o mercado.

    O mal não está na mera existência do pensamento ideológico, nem mesmo na sua onipresença na vida social. O mal aparece quando as esferas de atividade que deveriam ser orientadas por formas de pensamento mais exigentes e mais voltadas à descoberta da verdade se deixam infectar de ideologismo, como acontece, no Brasil, com a quase totalidade do que se produz sob o rótulo de “ciências sociais”. Mas a adesão mesma de tantos acadêmicos e consultores empresariais ao pragmatismo supra-ideológico é um sintoma desse mal.

  44. ADM Disse:

    Aos invasores,
    Neste momento tão difícil que a Universidade atravessa aparecem irresponsáveis para atrapalhar.
    Levando em consideração que o mundo deu muitas voltas e hoje em dia não mais há espaço para aproveitadores. Vamos combinar algo:
    Quando desejar criticar algo “SEJA HOMEM” e apresente proposta social, acadêmica, cultural e financeira viável. Se não tem alternativa sustentável !!! CALA A BOCA e não atrapalha!

  45. PLINIO C OLIVEIRA Disse:

    A mentalidade revolucionária

    Olavo de Carvalho
    Diário do Comércio, 16 de agosto de 2007

    Desde que se espalhou por aí que estou escrevendo um livro chamado “A Mente Revolucionária”, tenho recebido muitos pedidos de uma explicação prévia quanto ao fenômeno designado nesse título.

    A mente revolucionária é um fenômeno histórico perfeitamente identificável e contínuo, cujos desenvolvimentos ao longo de cinco séculos podem ser rastreados numa infinidade de documentos. Esse é o assunto da investigação que me ocupa desde há alguns anos. “Livro” não é talvez a expressão certa, porque tenho apresentado alguns resultados desse estudo em aulas, conferências e artigos e já nem sei se algum dia terei forças para reduzir esse material enorme a um formato impresso identificável. “A mente revolucionária” é o nome do assunto e não necessariamente de um livro, ou dois, ou três. Nunca me preocupei muito com a formatação editorial daquilo que tenho a dizer. Investigo os assuntos que me interessam e, quando chego a algumas conclusões que me parecem razoáveis, transmito-as oralmente ou por escrito conforme as oportunidades se apresentam. Transformar isso em “livros” é uma chatice que, se eu pudesse, deixaria por conta de um assistente. Como não tenho nenhum assistente, vou adiando esse trabalho enquanto posso.

    A mente revolucionária não é um fenômeno essencialmente político, mas espiritual e psicológico, se bem que seu campo de expressão mais visível e seu instrumento fundamental seja a ação política.

    Para facilitar as coisas, uso as expressões “mente revolucionária” e “mentalidade revolucionária” para distinguir entre o fenômeno histórico concreto, com toda a variedade das suas manifestações, e a característica essencial e permanente que permite apreender a sua unidade ao longo do tempo.

    “Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.

    Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.

    Recusando-se a prestar satisfações senão a um futuro hipotético de sua própria invenção e firmemente disposto a destruir pela astúcia ou pela força todo obstáculo que se oponha à remoldagem do mundo à sua própria imagem e semelhança, o revolucionário é o inimigo máximo da espécie humana, perto do qual os tiranos e conquistadores da antigüidade impressionam pela modéstia das suas pretensões e por uma notável circunspecção no emprego dos meios.

    O advento do revolucionário ao primeiro plano do cenário histórico – fenômeno que começa a perfilar-se por volta do século XV e se manifesta com toda a clareza no fim do século XVIII – inaugura a era do totalitarismo, das guerras mundiais e do genocídio permanente. Ao longo de dois séculos, os movimentos revolucionários, as guerras empreendidas por eles e o morticínio de populações civis necessário à consolidação do seu poder mataram muito mais gente do que a totalidade dos conflitos bélicos, epidemias terremotos e catástrofes naturais de qualquer espécie desde o início da história do mundo.

    O movimento revolucionário é o flagelo maior que já se abateu sobre a espécie humana desde o seu advento sobre a Terra.

    A expansão da violência genocida e a imposição de restrições cada vez mais sufocantes à liberdade humana acompanham pari passu a disseminação da mentalidade revolucionária entre faixas cada vez mais amplas da população, pela qual massas inteiras se imbuem do papel de juízes vingadores nomeados pelo tribunal do futuro e concedem a si próprios o direito à prática de crimes imensuravelmente maiores do que todos aqueles que a promessa revolucionária alega extirpar.

    Mesmo se não levarmos em conta as matanças deliberadas e considerarmos apenas a performance revolucionária desde o ponto de vista econômico, nenhuma outra causa social ou natural criou jamais tanta miséria e provocou tantas mortes por desnutrição quanto os regimes revolucionários da Rússia, da China e de vários países africanos.

    Qualquer que venha a ser o futuro da espécie humana e quaisquer que sejam as nossas concepções pessoais a respeito, a mentalidade revolucionária tem de ser extirpada radicalmente do repertório das possibilidades sociais e culturais admissíveis antes que, de tanto forçar o nascimento de um mundo supostamente melhor, ela venha a fazer dele um gigantesco aborto e do trajeto milenar da espécie humana sobre a Terra uma história sem sentido coroada por um final sangrento.

    Embora as distintas ideologias revolucionárias sejam todas, em maior ou menor medida, ameaçadoras e daninhas, o mal delas não reside tanto no seu conteúdo específico ou nas estratégias de que se servem para realizá-lo, quanto no fato mesmo de serem revolucionárias no sentido aqui definido.

    O socialismo e o nazismo são revolucionários não porque propõem respectivamente o predomínio de uma classe ou de uma raça, mas porque fazem dessas bandeiras os princípios de uma remodelagem radical não só da ordem política, mas de toda a vida humana. Os malefícios que prenunciam se tornam universalmente ameaçadores porque não se apresentam como respostas locais a situações momentâneas, mas como mandamentos universais imbuídos da autoridade de refazer o mundo segundo o molde de uma hipotética perfeição futura. A Ku-Klux-Klan é tão racista quanto o nazismo, mas não é revolucionária porque não tem nenhum projeto de alcance mundial. Por essa razão seria ridículo compará-la, em periculosidade, ao movimento nazista. Ela é um problema policial puro e simples.

    Por isso mesmo é preciso enfatizar que o sentido aqui atribuído ao termo “revolução” é ao mesmo tempo mais amplo e mais preciso do que a palavra tem em geral na historiografia e nas ciências sociais presentemente existentes. Muitos processos sócio-políticos usualmente denominados “revoluções” não são “revolucionários” de fato, porque não participam da mentalidade revolucionária, não visam à remodelagem integral da sociedade, da cultura e da espécie humana, mas se destinam unicamente à modificação de situações locais e momentâneas, idealmente para melhor. Não é necessariamente revolucionária, por exemplo, a rebelião política destinada apenas a romper os laços entre um país e outro. Nem é revolucionária a simples derrubada de um regime tirânico com o objetivo de nivelar uma nação às liberdades já desfrutadas pelos povos em torno. Mesmo que esses empreendimentos empreguem recursos bélicos de larga escala e provoquem modificações espetaculares, não são revoluções, porque nada ambicionam senão à correção de males imediatos ou mesmo o retorno a uma situação anterior perdida.

    O que caracteriza inconfundivelmente o movimento revolucionário é que sobrepõe a autoridade de um futuro hipotético ao julgamento de toda a espécie humana, presente ou passada. A revolução é, por sua própria natureza, totalitária e universalmente expansiva: não há aspecto da vida humana que ela não pretenda submeter ao seu poder, não há região do globo a que ela não pretenda estender os tentáculos da sua influência.

    Se, nesse sentido, vários movimentos político-militares de vastas proporções devem ser excluídos do conceito de “revolução”, devem ser incluídos nele, em contrapartida, vários movimentos aparentemente pacíficos e de natureza puramente intelectual e cultural, cuja evolução no tempo os leve a constituir-se em poderes políticos com pretensões de impor universalmente novos padrões de pensamento e conduta por meios burocráticos, judiciais e policiais. A rebelião húngara de 1956 ou a derrubada do presidente brasileiro João Goulart, nesse sentido, não foram revoluções de maneira alguma. Nem o foi a independência americana, um caso especial que terei de explicar num outro artigo. Mas sem dúvida são movimentos revolucionários o darwinismo e o conjunto de fenômenos pseudo-religiosos conhecido como Nova Era. Todas essas distinções terão de ser explicadas depois em separado e estão sendo citadas aqui só a título de amostra.

    * * *

    Entre outras confusões que este estudo desfaz está aquela que reina nos conceitos de “esquerda”e “direita”. Essa confusão nasce do fato de que essa dupla de vocábulos é usada por sua vez para designar duas ordens de fenômenos totalmente distintos. De um lado, a esquerda é a revolução em geral, e a direita a contra-revolução. Não parecia haver dúvida quanto a isso no tempo em que os termos eram usados para designar as duas alas dos Estados Gerais. A evolução dos acontecimentos, porém, fez com que o próprio movimento revolucionário se apropriasse dos dois termos, passando a usá-los para designar suas subdivisões internas. Os girondinos, que estavam à esquerda do rei, tornaram-se a “direita” da revolução, na mesma medida em que, decapitado o rei, os adeptos do antigo regime foram excluídos da vida pública e já não tinham direito a uma denominação política própria. Esta retração do “direitismo” admissível, mediante a atribuição do rótulo de “direita” a uma das alas da própria esquerda, tornou-se depois um mecanismo rotineiro do processo revolucionário. Ao mesmo tempo, remanescentes contra-revolucionários genuínos foram freqüentemente obrigados a aliar-se à “direita”revolucionária e a confundir-se com ela para poder conservar alguns meios de ação no quadro criado pela vitória da revolução. Para complicar mais as coisas, uma vez excluída a contra-revolução do repertório das idéias politicamente admissíveis, o ressentimento contra-revolucionário continuou existindo como fenômeno psico-social, e muitas vezes foi usado pela esquerda revolucionária como pretexto e apelo retórico para conquistar para a sua causa faixas de população arraigadamente conservadoras e tradicionalistas, revoltadas contra a “direita” revolucionária imperante no momento. O apelo do MST à nostalgia agrária ou a retórica pseudo-tradicionalista adotada aqui e ali pelo fascismo fazem esquecer a índole estritamente revolucionária desses movimentos. O próprio Mao Dzedong foi tomado, durante algum tempo, como um reformador agrário tradicionalista. Também não é preciso dizer que, nas disputas internas do movimento revolucionário, as facções em luta com freqüência se acusam mutuamente de “direitistas” (ou “reacionárias”). À retórica nazista que professava destruir ao mesmo tempo “a reação” e “o comunismo” correspondeu, no lado comunista, o duplo e sucessivo discurso que primeiro tratou os nazistas como revolucionários primitivos e anárquicos e depois como adeptos da “reação” empenhados em “salvar o capitalismo” contra a revolução proletária.

    Os termos “esquerda” e “direita” só têm sentido objetivo quando usados na sua acepção originária de revolução e contra-revolução respectivamente. Todas as outras combinações e significados são arranjos ocasionais que não têm alcance descritivo mas apenas uma utilidade oportunística como símbolos da unidade de um movimento político e signos demonizadores de seus objetos de ódio.

    Nos EUA, o termo “direita” é usado ao mesmo tempo para designar os conservadores em sentido estrito, contra-revolucionários até à medula, e os globalistas republicanos, “direita” da revolução mundial. Mas a confusão existente no Brasil é muito pior, onde a direita contra-revolucionária não tem nenhuma existência política e o nome que a designa é usado, pelo partido governante, para nomear qualquer oposição que lhe venha desde dentro mesmo dos partidos de esquerda, ao passo que a oposição de esquerda o emprega para rotular o próprio partido governante.

    Para mim está claro que só se pode devolver a esses termos algum valor descritivo objetivo tomando como linha de demarcação o movimento revolucionário como um todo e opondo-lhe a direita contra-revolucionária, mesmo onde esta não tenha expressão política e seja apenas um fenômeno cultural.

    A essência da mentalidade contra-revolucionária ou conservadora é a aversão a qualquer projeto de transformação abrangente, a recusa obstinada de intervir na sociedade como um todo, o respeito quase religioso pelos processos sociais regionais, espontâneos e de longo prazo, a negação de toda autoridade aos porta-vozes do futuro hipotético.

    Nesse sentido, o autor destas linhas é estritamente conservador. Entre outros motivos, porque acredita que só o ponto de vista conservador pode fornecer uma visão realista do processo histórico, já que se baseia na experiência do passado e não em conjeturações de futuro. Toda historiografia revolucionária é fraudulenta na base, porque interpreta e distorce o passado segundo o molde de um futuro hipotético e aliás indefinível. Não é uma coincidência que os maiores historiadores de todas as épocas tenham sido sempre conservadores.

    Se, considerada em si mesma e nos valores que defende, a mentalidade contra-revolucionária deve ser chamada propriamente “conservadora”, é evidente que, do ponto de vista das suas relações com o inimigo, ela é estritamente “reacionária”. Ser reacionário é reagir da maneira mais intransigente e hostil à ambição diabólica de mandar no mundo.

  46. geraldodireito Disse:

    Socialistas tentam impor lei liberticida de ensino

    11/1/2006

    Renato Murta de Vasconcelos
    Correspondente – Espanha

    O governo socialista espanhol pretende aprovar uma nova Lei de Ensino de cunho liberticida, naturalista e ateu.
    A opinião pública reage indignada.

    Manifestação contra o projeto de ensino na Espanha
    No último dia 12 de novembro, mais de um milhão e meio de pessoas encheram as ruas de Madrid, em portentosa manifestação contra o projeto de lei do governo socialista de Zapatero que pretende impor uma nova Lei de Ensino (LOE – Ley Orgánica de Educación).

    A nova legislação de ensino, se aprovada, vai eliminar dos colégios a aula de religião; impedirá que os pais escolham livremente a escola de seus filhos; proibirá o financiamento das escolas particulares por fundações ou donativos; tornará obrigatória a educação mista e introduzirá a educação sexual no currículo escolar.

    O projeto tem suscitado ondas crescentes de inconformidade, tanto mais que os socialistas, muito “democraticamente”, mostram-se refratários à discussão e aos debates, querendo impor de modo ditatorial uma reforma de ensino cujas raízes já se podiam notar, por exemplo, na Comuna de Paris do século XIX.(1)

    * * *

    Manifestação contra a nova Lei de Ensino do governo socialista espanhol
    A manifestação do dia 12 de novembro, da qual participaram seis bispos e incontáveis sacerdotes e religiosas, é verdadeiramente insólita, seja pela avalanche de participantes, seja pelo grau de sua rejeição à plataforma governamental.

    E não é para menos. O primeiro-ministro Zapatero tem feito ouvidos moucos aos clamores do descontentamento popular, precisamente ele que dois anos atrás, quando deputado oposicionista, reclamava que o governo de Aznar não ouvia a voz do povo. E agora, depois do dia 12 de novembro, atacou rijamente a Igreja por haver apoiado a manifestação e ameaçou cortar-lhe o financiamento público.(2)

    Os princípios igualitários que norteiam o projeto de lei socialista podem ser assim sintetizados:

    Quanto aos pais:

    Outro aspecto da manifestação
    Embora principais responsáveis pela educação dos filhos, nega-lhes o direito, reconhecido pela constituição espanhola, de escolher onde, como e o que se deve ensinar a seus filhos.

    Com os critérios (zoneamento, comissões de admissão) que devem ser aplicados para o ingresso no colégio, atenta-se contra o direito e a liberdade dos pais de escolherem a escola que julguem mais adequada para seus filhos.

    Quanto aos alunos:
    Conhecimentos — A lei deixa de lado o papel fundamental do ensino, que é precisamente transmitir conhecimentos a crianças e jovens, tornando ainda mais grave o problema do baixo nível escolar.

    Esforço pessoal — O esforço pessoal perde sua importância; o aluno pode passar de um curso a outro sem haver alcançado o nível de escolarização adequado. Surge um vazio difícil de ser preenchido ao cabo dos anos, e que ameaça o futuro dos jovens.

    Supressão de notas — A eliminação das notas nas respectivas matérias impede que se avalie o nível de conhecimento alcançado pelo aluno.

    Assistência às aulas — Os alunos poderão decidir, por meio de voto, se querem assistir às aulas ou não, sem que o professor ou a diretoria do colégio possa intervir.

    Quanto aos professores:

    Aspecto da gigantesca manifestação contra a nova Lei de Ensino do governo socialista de
    Autoridade — Mantém a linha atual que favorece a redução da autoridade dos professores e da diretoria dos colégios.

    Remuneração — Ausência de propostas para o aumento dos salários dos professores, peças-chave no processo educacional.

    Professores de Religião — Deixa indefinida a situação dos atuais 17.000 professores, uma vez que as aulas de Religião foram excluídas do currículo; a assistência a elas é opcional e não há mais notas.

    Quanto aos colégios
    Imposição da educação mista a todas as escolas.

    Introdução de matérias escolares com forte viés ideológico — como por exemplo a matéria “Educação para a cidadania”.(3)

    Apoio financeiro — Controle excessivo sobre a ajuda econômica dada pelo governo a colégios particulares, pressão que vem sendo exercida há anos.

    Cartaz convoca o público para protestar contra a Lei de Ensino, em Madrid.
    Fica bem claro o objetivo visado pelos socialistas com a nova Lei de Ensino. Trata-se de acabar com a influência católica no ensino e plasmar “democraticamente” as futuras gerações. Logo na Espanha, bastião da catolicidade na Europa.

    As reações a esse plano pipocam de todos os lados. Com o fito de sopitá-las, Luiz Pizarro, secretário do PSOE andaluz, iniciou há pouco uma campanha de esclarecimento sobre a LOE. Contudo, sem fornecer dados sobre o projeto, insulta seus opositores, atribuindo-lhes o desejo de “enfraquecer o governo” sob pretexto de combater o projeto de lei. Mas deixa claro: “A nova lei de ensino é um instrumento de poder para conseguir democraticamente a igualdade entre os espanhóis”.(4)

    O secretário provincial do PSOE de Cádiz, Francisco González Cabana, atropela a verdade de modo descarado ao dizer que “a LOE visa que os pais escolham os colégios de seus filhos, e não o contrário como quer o Partido Popular”. Fazendo uma referência à manifestação de 12 de novembro, ameaça os descontentes: “Devemos nos pôr em pé de guerra, porque parece que a direita pegou o costume dos jovens de fazer manifestações; ela gosta das ruas aos sábados, mas esse vício não lhe sairá grátis. Vamos enfrentar quem usa a rua para obter privilégios”.(5)

    * * *

    Apesar da forte reação católica contra as reformas propostas pelo primeiro-ministro Zapatero (à esq.), este insiste em implantar um governo antirreligioso na Espanha.
    O PSOE defrauda desta forma aqueles que esperavam uma campanha informativa séria e que explicasse o conteúdo da lei. Dando sinais do nervosismo que domina suas fileiras depois de resultados pouco animadores colhidos nas últimas pesquisas eleitorais, próceres socialistas recorrem à mentira e à ameaça. E com seu projeto de reforma da Lei de Ensino mostram a sua verdadeira face de inimigos da Igreja e da Civilização Cristã.

    Educação cristã

    Papa Pio XI
    Sobre a educação sexual e o ensino misto, ensinou Pio XI em sua Encíclica Divini illius magistri, de 31-12-1929:

    “ 65. É muito comum o erro dos que, com perigosa segurança e com um termo horrível, promovem uma assim chamada ‘educação sexual`, imaginando falsamente que poderão imunizar os jovens contra os perigos da sensualidade através de meios meramente naturais, tais como uma iniciação temerária e uma instrução preventiva para todos, indistinta e até publicamente; e pior ainda, expondo-os numa tenra idade às ocasiões, a fim de os acostumar, segundo argumentam, e fortalecê-los contra tais perigos.

    68. Igualmente errôneo e pernicioso à educação cristã é o método chamado de ‘co-educação`. Este também é fundado, para muitos de seus propugnadores, no naturalismo e na negação do pecado original, mas o é sobretudo numa deplorável confusão de idéias que toma uma promiscuidade e uma igualdade niveladoras pela legítima convivência entre os sexos”.

    ______________

    Notas:

    1. A Comuna de Paris tentou instalar uma república comunista na capital francesa. A experiência durou menos de três meses, de 18 de março a 28 de maio de 1871. Entre as reformas da Comuna de Paris constava uma nova lei de ensino que previa: “Em breve desaparecerão nas escolas de Paris as aulas de religião. Contudo, em muitas escolas permanece ainda a lembrança dessas aulas sob a forma de crucifixos, imagens da Virgem e outros símbolos. Os mestres e mestras devem retirar estes objetos, cuja presença ofende a liberdade de consciência. Objetos desses que sejam de metal nobre devem ser entregues à Casa da Moeda” (Decreto do Delegado para o Ensino, Ed. Vaillant, de 1.5.1871, in Die Pariser Kommune 1871, DTV, München, 1971, p. 233).

    2. A este respeito é interessante a carta que Alejandro Díaz Garcia escreveu ao diretor de “Hispanidad”, de 17-11-05: “Em 2004, através do IRPF, o Estado contribuiu com 30,2 milhões de euros para a Igreja. Ora, somente a organização católica Caritas gastou 57. Os colégios da Igreja atendem a 990.774 alunos com um custo de 2.961 milhões de euros, dos quais o Estado só financia 1.783. A Igreja dispõe de 101 hospitais com 51.312 leitos, 596 residências para anciãos, 876 casas de acolhimento, 937 orfanatos, 312 jardins de infância e 365 centros de educação para excepcionais. O custo anual dessa assistência social ascende a 5,056 milhões de euros. Para os espanhóis sai mais barato que a Igreja se encarregue de prestar esses serviços do que pagar salários a novos funcionários. É supérfluo dizer que o desaparecimento de todo esse conjunto de obras sociais representaria um autêntico desastre humanitário. A Igreja também desempenha um grande trabalho de conservação do patrimônio histórico e artístico, em grande medida de caráter religioso. Sem a colaboração dos religiosos encarregados de mosteiros, igrejas catedrais e respectivos museus, seria impossível ao Estado custear a manutenção de todos esses bens culturais. Não se deve ser hipócrita. É preciso menos demagogia e mais seriedade”.

    3. Neste contexto há grave risco de que sejam introduzidos textos como o Guia para Moças, distribuído pela Comunidade de Castilla-La Mancha. Numa demonstração de ódio à liberdade dos pais de educarem seus filhos, o “Instituto de la Mujer de Castilla-La Mancha” pretende difundir em todos os centros educativos da região um “Guia para chicas”, que promove a masturbação, o uso de anticoncepcionais, as relações homossexuais e o aborto como alternativa para gravidezes inesperadas.

    4. “Pizarro (PSOE) cree que el PP tiene ‘un sentido pobre’ de la educación”, http://www.lukor.com, 7.12.05.

    5. “El PSOE basa en insultos y amenazas su campaña informativa”, http://www.hazteoir.org, 26-11-05.

  47. ... Disse:

    ADM, não fique de rabo preso e diga logo no que se trata esta
    “alternativa sustentável”, ó grande iluminador da ciência social.

  48. George Disse:

    PLINIO

    FAZ UM FAVOR?

    CRIA UM BLOG E POSTA LÁ SEUS TEXTOS.

    GRATO.

  49. Intringante Disse:

    Pau no cu dos invasores vagabundos…que só querem vida mole.

  50. Li Disse:

    Ser contra a ocupação é opção válida.
    Mas não procurar se informar sobre o que está acontecendo, acreditar nas Cartinhas que a reitoria manda e ainda chamar os protestos de pseudo-intelectuais, comunistas e dignos de repressão da polícia????
    É esse tipo de comentário: caveira neles, tem que chamar o choque, porrada, filinhos de papai, esses comentários que legitimaram a ditadura!!!
    Vcs que falam isso são filinhos de papai tb e, a o invés de tentar se posicionar no mundo, seja contra ou a favor, fazem uso de argumentos fascistas pra justificar algo que nem sabem direito como se dá.
    Deprimente.

  51. Joao Disse:

    Essa invasao nao tem proposito nenhum.

    Nao tem proposta nenhuma.

    É tão vazia quanto os estudantes que a lideram.
    Duvido que alguém que estava la realmente saiba discutir sobre o redesenho ou qualquer outra proposta colocada em pauta.

    Escondidos sob o rotulo de estudantes, discutem marx sem ler marx, se
    dizem trotskistas ou leninistas sem nunca ter lido nada sobre isso.

    É uma geracao pobre e sem cultura sustentada por gritos de guerra vazios e mal copiados de geracoes anteriores.

    Quem assistir o video encontrará jovens de classe media, arrogantes e
    prepotentes, tirando sarro da policia e agindo da mesma forma que agia a
    ditadura no passado e que os sustenta até hoje.

    É a ditadura dos pequenos burguesinhos ignorantes e mal educados.

  52. Roberto Disse:

    Bem meu amigo do jornalismo, acho que seu caminho vai ser brilhante, não vejo esse monte de erros ou justificáveis as críticas não, acho que está bom e já que voce falou sobre a guerra dos cursos, veja isso que a Juliana, que escreve bem também, escreveu. Ela é da FSA:
    Uma moça da FSA escreveu algo sobre as diferenças entre os prédios dos conservadores e alienados e o dos progressistas:

    Estava aqui me perguntando por que estou tão chateada com essa história toda que está rolando na FSA. Realmente… Uma amiga me disse que eu não posso me deixar levar por essa raiva… Acho que é verdade mesmo… Dizem que cada um tem o que merece… E agora entendo porque esse país é uma MERDA…
    Imagina… Um movimento tão pequeno se comparado com os movimentos que o país necessitaria para sair dessa situação de morbidez que está… E não conseguimos juntar todo mundo… Juntar as forças… FAECO, FAFIL, FAENG… Ou FSA… Já que dizem o tempo todo que somos a mesma instituição… Às vezes acho que escolhi o curso errado… Não por não gostar… Mas por ver a atitude das pessoas… A FAECO é diferente mesmo da FAFIL. Uma pena… Todo mundo reclama pelos corredores… Falta de aulas… Aulas fracas… Muitas não agregam nada… Professores tiranos (o pior é quando são sociólogos)… Falta de infra-estrutura… E parece brincadeira… Mas até professor que não “regula” bem das idéias a gente agüenta…
    Ai acontece essa crise na FAFIL, todos dizem que é mais um “panelaço” da FAFIL… Mas na primeira oportunidade vão para casa ou para o bar e no fundo devem agradecer a algazarra que a FAFIL promoveu…
    O professor entra na sala de aula e começa a “esclarecer” a posição da FAECO… Diz que são contra qualquer tipo de violência e blá blá blá…
    Poxa! Que susto! Pensei que ele iria dizer que apoiava aquela coisa toda… Até porque sadismo já é demais não é?!
    Mas diz que quanto a essa “história” de greve não vão aderir porque nem sabem greve de que a FAFIL está fazendo…
    Achei que em uma faculdade e de alguns professores em especial, nunca ouviria nada desse nível de falsidade… Será que a FAECO não poderia querer entrar em greve por causa da palhaçada que acontece lá desde 2004?! E só posso dizer 2004 porque foi o ano que eu entrei…
    Brigas por “poder”… Politicagem total dentro da administração que só prejudicou alunos… Que humilhou… Porque eu tenho certeza que umas das maiores humilhações que eu já passei na vida foi na faculdade… Falta de professores… Trocas constantes de professores sabe-se Deus porque… Professores que todos os anos (e isso sem exagero) são motivo de raiva, frustração, dependência por conta das aulas ridículas… Entra ano… Sai ano… E estou sempre vendo isso… Os mesmos professores as mesmas reclamações… Mas sei lá eu porque ninguém os tira de lá… É realmente… Não temos motivo para nos juntarmos aos “baderneiros” da FAFIL…
    Ouvi na Assembléia que muitos na FAECO têm a faculdade paga pelas empresas… Sinceramente isso não é verdade… São poucas essas pessoas… Eu pago a minha faculdade… Desde a primeira mensalidade… E conheço tanta gente na mesma situação… Tem também aqueles que os pais pagam a faculdade… Poxa! Legal para eles… Acho até que é o correto… Sei lá… Mas isso para mim agora é indiferente… Não é uma questão só de valor monetário… Para mim é uma questão de valor moral…
    O que eu não vi ninguém dizer até agora é que esse problema não é só nosso… FAFIL, FAECO, FAENG… Esse problema é um problema da sociedade como um todo…
    Ouvi muitos dizerem já que querem que essa “MERDA se exploda”… Que está acabando o curso já e que quer mais que tudo aquilo se dane…
    Realmente… Estou no quarto no… Nem acredito… Falta só praticamente dois meses para eu sair desse inferno… Nada egoísta esse pensamento né?!
    E quanto as outras pessoas?! E quanto as pessoas que um dia irão sair do colégio e tentar entrar na faculdade assim como nós a 4, 3, 2, 1 ano atrás… Ah… Elas que se danem…
    Azar delas né?! Acho que é isso que as pessoas pensam… Isso é muito triste… Muito mesmo…
    Um certo professor disse que um dia poderia sair de lá da FSA o próximo presidente da república… Nunca pensei que ele pudesse ter tanta razão… Agora vendo o cenário da nossa política… Essa frase cabe perfeitamente…
    Desculpem generalizar… Mas realmente… A FSA está formando Administradores de hipocrisia… Economistas de bom senso… Contadores de omissão… Precisa de mais no currículo para gerir um país?!
    Peço desculpas a todos aqueles que estão lutando por condições melhores… FAFIL… FAENG… E a turma de Relações Internacionais da FAECO… Mas ontem quando fui para a faculdade, mal pude olhar na cara das pessoas que fazem parte da minha vida a pelo menos quatro anos… Não me conformo com esse comodismo… Mas percebo que estou sozinha… Minhas mais sinceras desculpas mesmo… E os meus mais sinceros parabéns… Obrigada… Por não serem egoístas e lutarem por todos nós… E infelizmente dizer que escrever esse texto é o máximo que eu poderei fazer para manifestar minha indignação…
    Quando vemos os cursos que são cursados na FAFIL, é inevitável não pensarmos na figura de um professor… Então só gostaria de lembrar aos alunos da FAECO, porém e limitando ao máximo a formação dos alunos da FAFIL, que ninguém lá (e disso eu tenho certeza…) chegou à faculdade sem ter passado por uma sala de aula com professores de Física… Geografia… História… Letras… Matemática…
    Mas azar o deles não é mesmo?! O que a FAECO tem com os problemas da FAFIL…

    Jéssica – 4º ano de Economia

  53. Roberto Disse:

    Achei legal o que ela escreveu e escrevi algumas coisas:
    Poxa vida, como essa moça Jéssica é boa, escreveu muito bem e tudo o que era necessário, parabéns, você se mostra consciente de tudo e dessa divisão horrorosa que há. Já estudei na Fundação entre 1998 e 1999, fiz Economia na FAECO, saí pela péssima qualidade do curso, à época, todo voltado ao mercado, formando profissionais para trabalhar nas multinacionais, o curso era cheio de matérias de Contabilidade, Administração e poucas discutiam a Economia Política de Marx, ou a Macroeconomia de Keynes, daí saí da Fundação. Agora sou estudante de economia da PUC-SP e apoiei o movimento de ocupação por aqui.
    Tanto aqui quanto aí há essa diferença boba entre os prédios, aqui é entre o prédio novo que tem os cursos de economia, administração, contabilidade e ciências atuariais, direito, todos eles sempre contra o movimento estudantil, embora tenha também serviço social e psicologia, entre outros que sempre aderem, mas o grosso dos alunos é da FEA (uns 6.500, a PUC tem uma comunidade total de ± 22.000 pessoas) e do Direito (uns 2.700).
    O prédio velho tem história, geografia e ciências sociais (com relações internacionais contra) entre outros. No prédio da COMFIL, cursos de letras, jornalismo, publicidade e outros. Daí a situação fica assim, Prédio Velho e COMFIL fazem e protagonizam o movimento. Jéssica, é sempre a mesma coisa, os professores e alunos, a maioria, do prédio novo são conservadores, não querem saber de greve, ocupação e são os primeiros defensores da pseudo-democracia pucquiana, contra a violência, não apóiam o movimento de forma alguma, mesmo com invasão da Tropa de Choque na PUC-SP.
    Para eles parece que tanto faz a Universidade do jeito que está ou mais mercantilizada, há uma alienação total, estão num mundo que não há conflitos, que os pobres o são porque não aproveitaram as oportunidades ou porque são ruins, burros, incompetentes e etc.
    Nesse ano tive uma grande surpresa, o Centro Acadêmico do Direito, chamado 22 de agosto, mudou de posição e apóia o movimento dos “revolucionários”, como diriam o pessoal do prédio novo. A gestão atual é muito boa, eles vieram com tudo, tem até comissão que estuda o tal do Redesenho Institucional que tenta mudar a PUC, além disso, nas assembléias encontrei pessoas do meu curso, de administração e professor de ciências atuariais que não conheciam a situação vivida, que tinha algumas informações sobre o movimento que não condizia com a realidade.
    Acho que falta para o Prédio Novo da PUC, para o pessoal de engenharia e da FAECO, na Fundação, muita informação, eles estão por fora das coisas e são bastante insensíveis com questões sociais, com o pensamento crítico, assim é dever do movimento estudantil informar muito bem todos eles, mesmo sabendo que o pensamento crítico formação crítica . Há outro problema, que influencia na maneira como se pode dar a informação, a linguagem que eles usam, os costumes, a cultura, muita coisa é diferente de quem tem o pensamento crítico, de quem quer mudar as coisas, de quem participa do movimento estudantil combativo.
    Na PUC o pessoal do direito e da fea geralmente está uniformizado com ternos e as meninas com taillers (não sei se é assim que escreve), independente da forma, é sempre mais formal, e quando se deparam com o pessoal com a camisa do Che Guevara, ou com cabeludos e barbudos, já olham feio; eles também acham que barulho em movimento social é batucada, é farra e que tem um monte de vagabundo, maconheiro e desempregado que vive com dinheiro de partido, sindicato e seguro desemprego para atrapalhar a vida deles; eles são muito individualistas e é normal dizerem assim: “tudo bem, nosso país é livre, eles podem manifestar, mas não podem atrapalhar a minha vida, eu não quero participar, quero ter aula, pago a faculdade para ter aula, assim acho errado tirarem as cadeiras da sala para não deixar as pessoas que querem assistir aula, assistirem, também acho errado batucarem em horário de aula, enfim, a liberdade de um acaba onde começa a liberdade do outro e eles estão extrapolando”.
    Assim, a informação passada para eles para pelo menos terem uma idéia das injustiças tem que ter uma linguagem que não os espante, mas ao mesmo tempo não seja tola, apolítica e imparcial, apenas informativa; a maneira como os alunos do prédio das mudanças se dirigem aos do outro tem que ser cuidadosa para evitar os ruídos nesse problema de comunicação, a linguagem usada tem que ser muito bem pensada para conseguir atrair mais pessoas. O último ponto é que há nos lugares de pessoas conservadoras, pessoas progressistas, mas que são envergonhas ou não conseguem expor a dissidência à maioria por falta de oportunidade ou entidade que as organize e junte, é muito importante ter essas coisas em mente, porque isso daí pode ampliar o movimento, pode trazer aliados fortes que seriam emblemáticos para que outros se posicionem de forma diferente.

  54. Junior Disse:

    As frases que os anarquistas escrevem nas paredes. Aquelas que fazem parar.Que fazem pensar. Sorrir, às vezes. As frases que os anarquistas escrevemnas paredes. Como sinais de fumo no meio da confusão. Como rasto deinteligência perdida entre a barbárie dos graffitis e das infantisdeclarações de amor. As frases que os anarquistas escrevem nas paredes.Aquelas que tiram o ar. Que alimentam a revolta. Ou o sarcasmo, ao menos. Oua ironia, se mais possível não for. As frases que os anarquistas escrevemnas paredes. Na sua invisibilidade luminosa. No seu silêncio gritante. Noseu excesso moderado. As frases que os anarquistas escrevem nas paredes. Queficam na memória. Que já não sabemos esquecer. Que lembramos, ao menos, devez em quando. As frases que os anarquistas escrevem nas paredes. O voto éuma arma, se a usas ficas desarmado. Os nossos sonhos não cabem no tamanhodas urnas. Nem submissas nem emancipadas, violentas e descontroladas. Amaior arma do opressor é a cabeça do oprimido. As frases que os anarquistasescrevem nas paredes. No meio do Amo-te Cátia ou do Fuch the police, escritoassim, tal como está aqui, suponho que por mau domínio do inglês, mas podiaser também pudor, boa educação vinda de quem menos se espera, fuch em vez defuck. As frases que os anarquistas escrevem nas paredes. No meio dossímbolos de uma revolta inconsequente, se revolta é e não apenas primitivoinstinto de adolescências perdidas. As frases que os anarquistas escrevemnas paredes. Como quem resiste. Ainda. Apesar de tudo. Como quem insiste. E existe.

  55. WILLIAM RAFAEL Disse:

    EI FAFIL VAI TOMAR NO CÚ NO CÚ

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