Expondo suas entranhas, a burocracia tecnocrata que atinge o ensino esclarece o caminho que deseja traçar. Com esta invasão da PM estamos diante da internalização da exceção como norma. É a preservação da unidimensionalidade ideológica, estabelecendo sua “legitimidade” com os dois únicos argumentos moralizadores que consegue encontrar: O cacetete e a bala. Quando a mínima desobediência cívica têm como resposta a violência arbitrária e a indignação total e vulgar da mediação civil, talvez a própria configuração desta ordem social esteja violentando a si mesma, e quando gaba-se da eficiência de seus aparelhos coercitivos, está celebrando a escavação de seu próprio túmulo.
O mundo está definhando intusceptivamente, deixando que os deuses o destruam em seus suicídios que promovem utilizando nossas mãos, esmagando a humanidade com uma ideologia única, implacável e apaixonada por esta dimensão real em si mesma. Não há mais como ter dúvidas: ou nos superamos, ou desaparecemos.
“Corifeu-clown – Sem dúvida, cada geração julga-se predestinada a refazer o mundo. A minha, no entanto, sabe que não o poderá fazer, mas sua tarefa seja talvez maior: consiste em impedir que o mundo se desfaça”
Do espetáculo Orestéia – O canto do bode, De Ésquilo, adaptado pelo Galpão Folias D’Arte
Abraços revoltosos.
Continuemos a lutar.
*Gustavo Assano, 1ºAno de Jornalismo
PS: Esse texto não representa a opinião de todos os estudantes que ocupavam a reitoria. Por isso, foi pedida a sua edição pelo próprio autor. Perdão pelo deslize.